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Quem alimenta e organiza o crime?

Análise de temas abordados no livro - LEON MAGNO Onde a lei não alcança.

09/02/2022 19h25 Atualizada há 4 anos
Por: Antonio Ribas
Quem alimenta e organiza o crime?

A FICÇÃO – Cap. X
“Após a fuga de Recife depois do atentado, Leon Magno vagueia por vários lugares do Brasil e acaba nas docas de um porto no Rio de Janeiro. Por ser um lugar com grande trânsito de trabalhadores, o trabalho como estivador por ser muito pesado, tem muita chegada e saída de homens. Pela necessidade de mão de obra, se consegue uma vaga com poucas palavras e a necessidade de documentos passa a ser, digamos, pouco relevante.

Assim que ele consegue a sua vaga de trabalho, começa a fazer alguns amigos, e ao ficarem sabendo que ele não tem documentos, em pouco tempo aparece alguém para facilitar a aquisição de documentos legalizados. Inicialmente Leon Magno reluta em conseguir os documentos por ser de forma ilegal, mas como sabe bem, como e quando usaria os documentos, acaba por ceder e comprar os documentos falsos.

No entanto, tarde demais, ele percebe que caiu numa armadilha, e que agora é presa fácil na mão desses criminosos, que vão tentar de alguma, forma usá-lo para seus objetivos.”

A REALIDADE
O ditado é antigo mas sempre atual: “Diga-me com quem andas e direi quem és.” Ou ainda: “Quem briga com gato, termina arranhado.”

Quem compra produto, seja qual ele for, de pessoas ligadas ao crime, criminoso se torna. Se o crime é ORGANIZADO, é porque alguém alimenta essa organização. Seja na compra ilegal, e isso temos que ter em mente, sempre é ilegal, drogas em primeiro plano, armas, automóveis, documentos ou outros produtos ou serviços de forma que não se passe pelas VIAS LEGAIS, o cidadão que as vezes nem tem ideia do que está fazendo, está alimentando esse monstro que corrói a sociedade.

Sabemos pela imprensa que, assim como o demônio não se mostra como um monstro horrendo com chifres e vomitando fogo, mas sim em belas e sensuais formas que atrai mais presas para os levarem a pecar contra Deus, esses criminosos não são homens e mulheres com jeito e aparência de ogros dos filmes épicos, mas sim na pele de empresários bem sucedidos e belas mulheres, que circulam em grandes festas e nas colunas sociais de grandes jornais

A rede de ação do crime passa sim por pessoas simples e que muitas vezes são cooptados para pequenos crimes trabalhos, e por falta de oportunidades ou da busca por elas, acabam aceitando um trabalho sem muito esforço e com um ganho financeiro que num trabalho comum jamais conseguiriam e como sabemos, não existe almoço grátis no mercado, alguém vai pagar por ele.
Se um de nós adquire um produto de boa qualidade por um preço abaixo ou muito abaixo do mercado, sabemos que algo está errado, pois o mercado trabalho com lucros e ninguém com o mínimo de lucidez, vai rasgar dinheiro. Então se alguém entra nesse negócio, vai pagar por ele.

Leon Magno só percebe que entrou numa enrascada quando vê homens estranhos conversando e falando em seu nome, e tardiamente entende que se colocou na mira de bandidos perigosos, e são duas soluções complicadas. Ele aceita ser mais um “Sérgio” que foi o homem que lhe falou sobre a compra de documentos e passa a ser mais um tentáculo de uma organização criminosa ou tenta fugir. Ele opta pela segunda ideia, e o faz. Com alguma dificuldade e planejamento, usando de sua mente fértil que agora consegue pensar e raciocinar com grande velocidade, ele desaparece da vista dos criminosos, e mais uma vez na carona de um caminhão. Aliás, fugir virou uma rotina em sua vida e quando isso vai terminar, o futuro dirá.

Sabemos que as empresas que trabalham nas docas dos portos, contratam seus colaboradores de forma legal e de acordo com as regras do Ministério do Trabalho, e portanto a nossa história é uma FICÇÃO. Contratação de empregados sem apresentação de documentos ou com documentos falsificados é para pessoas de índole duvidosa e com fins mais duvidosos ainda.

Quanto à aquisição de produtos seja ele qualquer natureza, temos que ter em mente que, se alguém publica um anúncio de um produto muito abaixo do preço de mercado, ou está estragado, ou produto de roubo ou de contrabando.
 Voltando aos ditados populares lembremos de outro que nossos bisavós já usavam: “Cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém”.

Para saber mais sobre essa história intrigante e bem-humorada, adquira e leia o livro – “LEON MAGNO Onde a lei não alcança” – autor – Antonio Ribas (Ed Viseu 2019). Acesse o site www.antonioribas.net.br e saiba como adquirir.

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Antonio Ribas
Sobre Antonio Ribas
Política, religião e literatura

Antonio Ribas tem 64 anos, é casado com Marli e tem 4 filhos. Empresário, é também cantor religioso. Há pouco mais de 8 anos, iniciou sua carreira de escritor com a publicação de 2 romances/ficção - LEON MAGNO Onde a lei não Alcança (2019 Ed Viseu) e MAHY-RA Uma lenda na Amazônia (2023 Ed LC Editorial). A ideia dessa coluna é falar sobre temas diversos como: política, religião e principalmente literatura. Caso o leitor queira interagir sobre os temas abordados, pode enviar para o e-mail: contato@odonodolivro.com.br.