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Elas não são fáceis, porque são pobres

Análise de temas abordados no livro – LEON MAGNO Onde a lei não alcança.

26/03/2022 às 08h55 Atualizada em 26/03/2022 às 09h46
Por: Antonio Ribas
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Mulheres refugiadas pela guerra
Mulheres refugiadas pela guerra

A FICÇÃO – Cap. 17
“Um dos amigos mais antigos e queridos de Átila Fortes é um descendente de japoneses chamado Paulo Tamura. É um agricultor e avicultor que ficou viúvo e tem uma única filha, Mari Takeko. Com a correria do trabalho e alguma teimosia, Paulo começa a perder a visão e quando ainda vivia na cidade, Átila cobrou de seu velho amigo que procurasse tratamento porque era nítido que estava com problemas de visão.

Mas infelizmente acontece e Paulo fica completamente cego e  sua filha Mari, agora tem que cuidar do pai cego e dos trabalhos na chácara. Claro que um dos lados vai perecer, e ela tem que deixar sua vida pessoal para cuidar do pai, e tentar cuidar dos trabalhos no campo, e claro que não consegue.

Quando na figura de Leon Magno, Átila retorna à cidade, 14 anos depois, ele fica sabendo o que aconteceu, como a menina estudiosa e inteligente, deixa sua vida porque tem que cuidar da vida do pai. Então ele toma uma decisão rápida e pede ao filho Fabrício que com alguns amigos, ajude seu velho amigo. Algum dinheiro, ferramentas e mão de obra. O que for necessário para recuperar a propriedade, aumentar o plantel das aves, limpar tudo e deixar a propriedade com a aparência de quem tem amigos, e dar à jovem Mari, motivação para crer no futuro. Ela terá que continuar cuidando do pai cego e da propriedade da família, mas sabe que haverá sempre uma mão estendida quando precisar.”


A REALIDADE
Há menos de 30 dias, o Brasil e o mundo presencia uma guerra absurda como todas são, mas esta é apenas pelo poder, para mostrar ao mundo quem é que pode mais e para conquistar nações e mentes. E como sabemos, numa guerra não há vencedores, apenas quem PERDE MAIS e quem PERDE MENOS. São pais de família, mulheres, jovens, crianças e idosos que estão morrendo numa guerra desleal.

Sim, desleal. Porque quem atira não é quem foge e quem foge, tem que levar apenas o necessário. E o que necessitam? Comida, água, remédios, artigos de higiene e muita roupa pesada. Essa guerra é na Rússia e na Ucrânia, e lá o nosso inverno é como um veranito, pois o inverno deles é de 30 graus negativo.

Como na nossa ficção onde a menina Mari Takeko deixa sua vida de lado para cuidar do pai idoso, fraco e cego, as MULHERES ucranianas tiveram que deixar suas casas, suas vidas e arrastar os mais fracos com elas, sejam seus pais, filhos, sobrinhos ou irmãos. Então elas, as mulheres ucranianas, fracas que se fazem de fortes porque precisam SOBREVIVER e cuidar dos que delas dependem, tem que ficar em filas de refugiados para tentar conseguir o mínimo para sua sobrevivência e dos seus.

Nesse momento dramático no meio de uma guerra, o Brasil e o mundo, ouvem da boca de um parlamentar brasileiro cujo nome não podemos esquecer, Arthur do Val, que motivado pela ajuda humanitária, esta foi a informação que ele disse a todos os brasileiros, mas que depois todo mundo ficou sabendo, e conhecendo seu caráter que é podre e fétido. Depois de arrecadar doações para levar remédios, alimentos e roupas para os refugiados Ucranianos, ele resolve mostrar quem ele é.

Depois de viajar para a fronteira da Ucrânia, ele em vez de trabalhar junto com as equipes humanitárias, ficava alimentando seus olhos com a beleza das mulheres Ucranianas que lançavam olhares para ele. Esses olhares era de quem estava no desespero, buscando uma mão estendida que as pudesse ajudar.  Mas para o mau caráter do meliante que é Deputado Estadual de São Paulo: “Elas são fáceis porque são pobres”. E ainda falou em retornar depois da guerra para fazer um “Tour de Blonde” ou seja fazer turismo sexual com mulheres loiras.

Nas palavras da jornalista Ana Paula Henkel, esse infeliz não é nada mais do que “Um predador da pior espécie e um homem vil e de alma vazia.” Ela falava enquanto tentava conter as lágrimas durante o programa PINGOS NOS IS da Rádio Jovem Pan. Infelizmente nas tragédias sempre existem aproveitadores, mas todos terão sua punição, e a história os punirá, além das leis e regras humanas.

Enquanto vemos que Leon Magno e sua família agem para ajudar o amigo que necessita, vemos também que o povo brasileiro é extremamente solidário e basta uma tragédia acontecer que as pessoas já perguntam: “Como posso ajudar?”. Nessa guerra também estão acontecendo as ajudas solidárias, de povos vizinhos e estrangeiros para os Ucranianos. O governo brasileiro abriu as portas com liberação de visto humanitário para que aqueles que podem, venham para o Brasil e tenham um refúgio seguro, e que consigam em paz, refazer suas vidas.

Depois dessa guerra, todos serão lembrados, os que estendem a mão para ajudar e os que lançam olhares de cobiça sobre as pobres mulheres refugiadas que não são fáceis porque são pobres, mas são fortes porque são sobreviventes de uma tragédia que o tal deputado jamais conseguiria, porque não tem alma e talvez não tenha coração, e por isso é um ser de sangue frio. Que Deus abençoe as filhas e filhos que padecem nessa guerra, e como Ele é misericordioso, perdoe também esse ser que fala porque tem boca e por isso, vomita aquilo que sente.

Para saber mais sobre essa história intrigante e bem-humorada, adquira e leia o livro –  “LEON MAGNO Onde a lei não alcança” – autor – Antonio Ribas (Ed Viseu 2019). Acesse o site www.antonioribas.net.br e saiba como adquirir.
Venda do livro físico:
– Em Ponta Grossa – Restaurante Panorâmico e Livrarias Curitiba.
– Em Siqueira Campos – Livraria Divina Misericórdia.

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Antonio Ribas
Antonio Ribas
Sobre Antonio Ribas tem 61 anos, é casado com Marli, e tem 4 filhos e uma neta. É escritor e empresário. É também cantor religioso e missionário, e durante mais de 30 anos atuou em trabalhos na Igreja com a formação de jovens e de casais. Há pouco mais de 5 anos iniciou sua carreira de escritor com a publicação de um romance policial chamado - LEON MAGNO Onde a lei não alcança (2019 Editora Viseu) – e tem outro livro – MAHY-RA Uma lenda na Amazônia - que será publicado em meados de 2022.
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