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Bem-estar Inclusão

Professores de Castro recebem formação sobre transtorno do espectro autista

O objetivo, conforme explicou a secretária da pasta, Rejane Nocera, é promover transformações no trabalho diário do professor

14/08/2023 às 17h16 Atualizada em 29/08/2023 às 10h12
Por: Redação Fonte: Prefeitura Municipal de Castro
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A busca por uma educação cada vez mais inclusiva motivou um encontro de cerca de 280 professores na sexta-feira (11), na Câmara Municipal de Castro. A formação dos educadores, no I Seminário sobre Autismo e Políticas de Inclusão, foi realizada pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Faculdade Pólis Civitas.

O objetivo, conforme explicou a secretária da pasta, Rejane Nocera, é promover transformações no trabalho diário do professor. A ideia é que esses profissionais estejam cada vez mais preparados para acolher, incluir e contribuir com a educação do alunos autistas, matriculados na rede. “Queríamos discutir a proposta de trabalho da Secretaria de Educação, em parceria com as escolas e com os professores, visando a inclusão que desejamos promover. A ideia é que realmente tenhamos cada vez mais informações e mais condições de fazer esse trabalho em conjunto, e hoje estamos buscando esse conhecimento, por meio justamente dessa formação para os professores, e o sucesso do evento com certeza nós vamos medir com o impacto e com as mudanças que o aprendizado de hoje irá promover na sala de aula, juntamente com nossos alunos”, ressaltou.

A secretária também falou sobre a importância do preparo da rede, para que escola e família possam trabalhar juntas, unidas para o desenvolvimento dos alunos. “Queremos acolher a essas crianças, mas também demonstrar a importância da participação dos pais, de eles interagirem com a escola, de conhecerem a realidade das nossas escolas”, destacou.

Os professores, participantes do evento, tiveram a oportunidade de assistir a duas palestras. A primeira foi ministrada por Fábio Cordeiro, que é presidente da Organização Neurodiversa pelos Direitos dos Autistas (Onda-Autismo), escritor e graduando em Pedagogia. Fabio tem 43 anos e é autista. Durante o encontro, ele compartilhou com os educadores muitas de suas experiências, e falou de peculiaridades comuns às pessoas autistas, abordando porém, o autismo como condição que vai além dos transtornos.

Fabio falou sobre as conhecidas dificuldades, como a de se comunicar e de interação social, e explicou que nem sempre essas limitações estão explícitas ou ocorrem na fala, por exemplo. De acordo com o palestrante, a dificuldade na comunicação pode estar na necessidade de literalidade e dificuldade com interpretação de figuras de linguagem. Também expôs a dificuldade que alguns autistas têm para ler ambientes, sobretudo, quando um espaço frequentado diariamente passa por mudanças e transformações.

Uma das mensagens extraídas de sua palestra foi a da importância de o autista ser tratado com respeito, e da necessidade de interpretação do autismo como uma condição de vida. “Autista é o que somos, não temos autismo. E eu gosto da maneira como existo”, finalizou Fabio.

A professora doutora Maria Fátima Minetto também abordou na segunda palestra da manhã a questão do respeito à pessoa autista, e falou sobre a importância de a família estar engajada na educação dos filhos. Ela ressaltou, no entanto, a responsabilidade de cada um em seu ambiente. Afirmou, por exemplo, que quando alunos com transtorno do espectro autista têm comportamento agressivo na sala de aula, não dá para chamar mães e pais com o intuito de que eles resolvam a situação. A ação deve sim, segundo a palestrante, ser pautada em diálogo entre pais e professores, mas com a ciência de que em sala da aula, o aluno é responsabilidade do professor, e por isso também, é tão importante que o educador tenha conhecimento para lidar com cada uma destas situações.

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