Quarta, 10 de Agosto de 2022
13°

Chuva

Ponta Grossa - PR

Dólar
R$ 5,12
Euro
R$ 5,23
Peso Arg.
R$ 0,04
Estado é grave

Internado na UTI, padre Noé Borges segue em estado grave

Religioso de 63 anos sofreu um AVC e não responde a estímulos

03/08/2022 às 09h44 Atualizada em 04/08/2022 às 17h10
Por: Deborah Kuki
Compartilhe:
Internado na UTI, padre Noé Borges segue em estado grave

O padre diocesano Noé Borges Vieira está internado na UTI do Hospital do Coração Bom Jesus, desde a segunda-feira (1), em estado grave. De acordo com informações da diocese de Ponta Grossa, o religioso de 63 anos sofreu um acidente vascular cerebral severo que comprometeu a sua resposta à estímulos e aguarda a realização de realizar exames mais detalhados para auxiliar no tratamento. O sacerdote já recebeu a Unção dos Enfermos através do padre Wellington Marcondes, da mesma paróquia. 

 

Um padre viúvo

Noé Borges é natural de Teixeira Soares e vem de uma família de nove irmãos. Ele recebeu a ordenação sacerdotal pelas mãos de D. Murilo Kruger, arcebispo emérito de Salvador, e atualmente trabalhava na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, no bairro Santa Paula. Começou a vida trabalhando com seu pai em uma granja de porcos em Bocaiúva do Sul, foi servente de pedreiro e auxiliar de produção em algumas fábricas.

No dia 14 de fevereiro de 1981, muito antes de ser padre, casou-se com Lourdes Aparecida e juntos tiveram o primeiro filho, que faleceu com apenas 11 dias de vida. A segunda filha do casal nasceu no ano seguinte e apenas 20 dias depois a esposa de Noé viria a falecer devia a complicações no parto. Ele passou a questionar a sua vocação e, em 1984, ingressou em um seminário iniciando a sua preparação para ser padre.

 

“Eu queria ser missionário”

Em 2019, padre Noé e mais cinco sacerdotes celebraram o Jubileu de Prata. Na ocasião, ele contou que, aos 12 anos, quando foi pedir permissão ao seu pai afirmou que queria ser missionário. O sonho se tornaria realidade no início da década de 2000, quando esteve em missão em Moçambique (África) através de um projeto do Regional da CNBB. Ao longo dos anos, sempre que podia, costumava dividir sua experiência na missão, sem nunca deixar seu trabalho pastoral de lado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários