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Ensino Inclusão em foco

UTFPR Ponta Grossa discute acessibilidade e inclusão

Período de Planejamento e Capacitação inovou com proposta de debate temático sobre acessibilidade e inclusão para marcar o início das atividades letivas.

09/08/2023 16h14
Por: Redação Fonte: Universidade Tecnológica Federal do Paraná | Campus Ponta Grossa
Divulgação
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Com o tema Acessibilidade e Inclusão: Transformando vidas por meio da educação, o período de Planejamento e Capacitação para o 2º semestre de 2023, promovido no Campus Ponta Grossa, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), inovou por trazer um debate temático para o início das atividades letivas. O evento, que buscou fortalecer valores da diversidade, igualdade e respeito, foi encerrado na tarde desta terça-feira (08), com a reunião da Diretoria de Graduação e Educação Profissional e os chefes de departamento da universidade.    

O Diretor de Graduação, Murilo Oliveira Leme, destaca que foi bastante positivo levar aos docentes o debate da inclusão, trazendo profissionais da área para apresentar suas experiências, através de palestras e oficinas. Ele acredita que a iniciativa se mostrou uma forma de conscientizar a importância do papel do professor neste processo de transformação junto aos estudantes. "O compartilhamento de casos de sucesso e como os resultados foram conseguidos por esses profissionais foi importante não só para motivar nossos professores, como para um aprendizado que poderá ser aplicado nas suas disciplinas”, afirma Leme.

Segundo os organizadores do evento ao longo dos últimos semestres, o Sistema UTFPR tem intensificado o trabalho com a inclusão de PCDs (Pessoas com Deficiência) e NEEs (Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) na Universidade, com base na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência nº 13.146 de 6 de julho de 2015.

A psicóloga, Cintia Azevedo Goncalves, que atua no Núcleo de Acompanhamento Psicopedagógico e de Assistência Estudantil (NUAPE-PG) explica que esse trabalho envolve acadêmicos, docentes, os vários setores da instituição, além de profissionais externos e familiares. Ela salienta que todos esses atores constituem parcerias para a superação de entraves sócio-educacionais, para que estudantes que funcionam de modo diferente do padrão apropriem-se dos seus direitos civis de ser e de estar na sociedade, por meio da formação profissional. “Para isso, contudo, é necessário formação em serviço, de todo o agente institucional, que os capacite a um trabalho que, a priori, não parece simples nem fácil, e para o qual não houve formação nas respectivas graduações de quem atende estes estudantes”, avalia a psicóloga.

O aprofundamento do debate passa pela necessidade de eliminar as barreiras para a real inclusão, alerta Cintia Gonçalves, que diz ser preciso começar pelas mudanças de atitudes, por meio da sensibilização dos profissionais da universidade sobre quem são os sujeitos a serem incluídos, qual o seu potencial e como suas diferenças impactam no trabalho cotidiano. “A quebra de barreiras começa por se trabalhar os preconceitos na direção de assumirmos um olhar holístico para o ser humano, em suas diferentes formas de aprender. A partir daí, utilizarmo-nos do arcabouço de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos disponíveis, para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico que contemple as singularidades de uma sociedade plural, cujas necessidades são, obviamente, plurais, e onde o protagonismo deve ser exercido pelos próprios cidadãos em todas as esferas sociais, em especial no mercado de trabalho”, enfatiza.

O evento que marcou o período de Planejamento e Capacitação para o Semestre de 2023 foi organizado pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), pelo Núcleo de Acompanhamento Psicopedagógico e de Assistência Estudantil (NUAPE-PG) e pelo Departamento de Educação (DEPED-PG), com apoio da Diretoria de Graduação e Educação Profissional (DIRGRAD-PG).

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