
Itaipu deve fornecer energia a projeto de computação de empresas dos EUA e Paraguai
Acordo prevê instalação para atender clientes de computação em nuvem; volume de energia e investimento não foram divulgados.
O governo dos Estados Unidos anunciou, em 21 de outubro de 2026, um acordo entre a empresa americana Crusoe e a paraguaia Araico para construir uma estrutura de computação de alto desempenho abastecida com energia de Itaipu. A usina fica no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Segundo o Departamento de Estado americano, a instalação deverá atender clientes de serviços de computação em nuvem nos Estados Unidos e na América Latina. O anúncio ocorreu durante uma visita do vice-secretário de Estado Christopher Landau ao Paraguai, onde ele se reuniu com autoridades para discutir a cooperação econômica entre os dois países.
O que é Itaipu Binacional
Itaipu é uma hidrelétrica administrada conjuntamente por Brasil e Paraguai. De acordo com o histórico da usina reunido pela Wikipédia, o Tratado de Itaipu, assinado em 1973, estabeleceu que cada país tem direito a metade da energia produzida. O documento também prevê que a parte não utilizada por um dos países seja vendida ao outro a preço de custo.
Como funciona a geração de energia em Itaipu
A usina aproveita os recursos hídricos do Rio Paraná para produzir eletricidade. Segundo o material histórico sobre Itaipu, ela tem 20 unidades geradoras, de 700 MW cada, e capacidade total de 14 mil MW. Esses números descrevem a capacidade da hidrelétrica, não a parcela de energia prevista para a instalação anunciada pelas empresas.
Quanto da energia de Itaipu será usado no projeto
O volume de energia destinado ao projeto não foi divulgado. O comunicado do Departamento de Estado também não informa a capacidade de geração que será reservada à instalação nem o valor do investimento da Crusoe e da Araico. Segundo o g1, a reportagem buscava um posicionamento da usina sobre o anúncio.
Quando a estrutura começa a operar
A previsão informada pelo Departamento de Estado é que a primeira fase entre em operação em meados de 2027. O comunicado não apresenta um cronograma para as demais fases da instalação.
Foto de capa: Angelo Leithold/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
