
Incêndio danifica prefeitura de Limoges durante protestos na França
Prédio histórico teve parte do telhado destruída; manifestações por ensino e custo de vida reuniram cerca de 550 mil pessoas no país.
A prefeitura de Limoges, na França, foi atingida por um incêndio no sábado (17 de outubro), durante uma onda de protestos iniciada por estudantes. Segundo a ND Mais, o prédio sofreu danos parciais enquanto manifestações por melhores condições de ensino e de vida ocorriam em várias cidades do país.
As emissoras BFMTV e o jornal Le Monde relataram que pessoas encapuzadas teriam quebrado vidros para entrar no edifício e ateado fogo ao local. A informação sobre a autoria do incêndio foi apresentada pelos veículos como relato, não como conclusão de uma investigação.
Danos ao prédio histórico
De acordo com a ND Mais, o edifício foi construído em 1883 e reconhecido como monumento histórico em 1975. O prefeito regional Maurice Barate afirmou que o telhado desabou sobre os andares inferiores. Segundo ele, dois terços da fachada também teriam desaparecido.
Os bombeiros ainda combatiam as chamas por volta das 20h, no horário local, enquanto centenas de pessoas observavam a distância. BFMTV e Le Monde informaram que o grupo apontado como responsável pelo fogo também teria entrado em confronto com a polícia, que usou gás lacrimogêneo.
Dimensão das manifestações
Os atos reuniram cerca de 550 mil pessoas em toda a França no sábado, segundo a ND Mais. O Ministério do Interior confirmou ao menos 400 prisões ao longo do dia. A reportagem também informou que 60 policiais teriam ficado feridos, dois deles levados inconscientes ao hospital.
Dados divulgados sobre as manifestações na França.
- 550 milManifestantesCerca de, no sábado
- 400PrisõesAo menos, segundo o ministério
- 60Policiais feridosNúmero relatado pela ND Mais
- 1,8 milEscolas bloqueadasCerca de, desde o início dos protestos
Os protestos começaram em setembro com reivindicações estudantis. De acordo com a ND Mais, cerca de 1,8 mil escolas ficaram bloqueadas, e o movimento ganhou força em outubro após confrontos entre estudantes e policiais. Sindicatos, professores e pais de alunos passaram a apoiar as manifestações.
Com informações de ndmais.com.br.
Foto de capa: Babsy/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
