
Protestos por direitos sociais têm confrontos em cidades da Itália
Atos reuniram trabalhadores, estudantes e organizações sociais; sindicato anunciou greve geral para novembro.
Manifestações por melhores condições de vida, direitos trabalhistas e serviços públicos reuniram trabalhadores, estudantes e organizações sociais em cidades da Itália no sábado, 17 de outubro. Houve confrontos com a polícia em Milão, Turim e Bolonha; em Roma, a mobilização se concentrou nas reivindicações sociais.
Os atos ocorreram em meio a cobranças por salários mais altos e medidas contra o custo de vida. Até a noite de sábado, as autoridades italianas não haviam divulgado um balanço oficial de presos e feridos.
Confrontos em três cidades
Em Milão, grupos lançaram objetos contra policiais na região central, e os confrontos deixaram danos em estabelecimentos, caixas eletrônicos e edifícios. Jornais italianos noticiaram cerca de 50 prisões na cidade, número ainda sem confirmação em balanço oficial.
Em Bolonha, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar grupos que arremessavam pedras perto da estação ferroviária. A imprensa italiana relatou outras 7 detenções. Em Turim, organizadores tentaram impedir que jovens encapuzados avançassem à frente da marcha; mais tarde, uma garrafa foi lançada contra policiais.
Reivindicações dos manifestantes
Em Roma, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) participou de um ato com associações civis e religiosas. A pauta da entidade inclui aumentos de salários e aposentadorias, combate à precarização do trabalho e à desigualdade salarial entre homens e mulheres, além de mudanças nos impostos.
Metas de financiamento e data anunciadas pelo sindicato italiano.
- 20 de novembroGreve geralAnunciada pelo secretário-geral da CGIL
- 7,5%SaúdeMeta de financiamento em relação ao PIB
- 5%EducaçãoMeta de financiamento em relação ao PIB
A CGIL também pede mais recursos para saúde e educação, contratação de profissionais e redução das filas de espera. Separadamente, caminhoneiros protestam contra os preços dos combustíveis na Calábria e na Sicília.
Greve anunciada e reação do governo
O secretário-geral da CGIL, Maurizio Landini, anunciou uma greve geral em 20 de novembro e cobrou esclarecimentos do governo sobre o plano orçamentário. Uma greve estudantil europeia também está prevista para a mesma data.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, condenou os confrontos e os danos registrados durante os protestos. Ele também acusou integrantes da oposição de estimular manifestações violentas; a fonte não traz resposta dos citados.
Com informações de Estadão.
Foto de capa: Steffen Schmitz/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
