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Campos Gerais Sucessão

Recém-nomeado, Dom Bruno será o  6° bispo diocesano; Relembre os anteriores

A diocese que irá completar 100 anos em 2026, já teve outros 5 bispos

10/06/2024 10h52 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Recém-nomeado, Dom Bruno será o  6° bispo diocesano; Relembre os anteriores

O mês de maio de 2026 será histórico nos Campos Gerais: católicos já começaram a preparar a comemoração do centenário da Diocese de Ponta Grossa. A data oficial será no mês de maio e os preparativos tiveram início neste ano. Uma comissão para o centenário foi criada para conduzir todos os preparativos.

Centenário este que já terá um novo bispo na sua celebração: com o aceite da renúncia de Dom Sergio Braschi, por idade, e a nomeação de Dom Bruno Elizeu Versari como sucessor de Dom Sergio, a Diocese de Ponta Grossa prepara-se para receber seu 6° bispo.

Criada pelo Papa Pio XI através da Bula Pontifícia "Quum in dies numerus", nasce no dia 10 de maio de 1926 a Diocese de Ponta Grossa, desmembrada da Arquidiocese de Curitiba. Diz o documento que "a circunscrição de Ponta Grossa parece requerer um bispo que, de certo modo se imponha e que, sendo genuinamente brasileiro, não estranha haver de tratar com as mais variadas nacionalidades: polonesa, ucraniana, italiana e alemã”.

Somente quatro anos depois é que Ponta Grossa recebeu seu primeiro bispo:


Nascido em Santa Felicidade, Curitiba, foi nomeado como primeiro bispo de Ponta Grossa no dia 3 de maio de 1930. Segundo a ata da tomada de posse, uma multidão calculada em 5 mil pessoas, entre autoridades e povo em geral, acompanhou o desembarque de Dom Antonio na Estação Ferroviária de Ponta Grossa até a Catedral Sant'Ana.

Ele governou a diocese de 1930 até 1965.

"Funde seu seminário"

Ao chegar na cidade e tendo muitas coisas para organizar - ou mesmo começar - o recém-chegado bispo teve entre suas preocupações iniciais a falta de sacerdotes para lhe ajudar nos trabalhos da nova diocese. Logo após sua ordenação episcopal foi recebido em audiência pelo Papa Pio XI. Dom Antônio lhe pediu então um padre para que pudesse lhe ajudar. A resposta do Pontífice teria sido: "Funde o seu seminário diocesano e terá padres". O bispo obedeceu prontamente e, até que se tivessem os primeiros padres, diversos religiosos contribuíram na atividade pastoral da diocese.

Ele faleceu no dia 15 de julho de 1980. Foi sepultado na Igreja dos Polacos onde numerosos fieis acorrem lhe pedindo e agradecendo graças alcançadas. 

Nasceu em Curitiba e foi nomeado bispo coadjutor com direito à sucessão em 9 de novembro de 1960. Assumiu como titular da diocese em 13 de fevereiro de 1965.

Conhecido pelo grande trabalho pastoral que realizou à frente da diocese nos anos em que esteve como seu titular, ordenou uma centena de sacerdotes e abriu as portas para diversos movimentos leigos e religiosos.

Faleceu no Hospital Bom Jesus no dia 2 de janeiro de 1991 vítima de câncer.

Nasceu em 1943 na cidade de Brusque, Santa Catarina. Ordenado bispo, exerceu o início de seu trabalho episcopal em Florianópolis de 1985 a 1991, quando foi transferido para Ponta Grossa-PR.

Pertencente à Congregação do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), Dom Murilo no breve tempo que esteve à frente da Diocese de Ponta Grossa exerceu papel muito importante na ação pastoral da Diocese de Ponta Grossa. Na ocasião do término de seu trabalho na diocese e, às vésperas de sua transferência para Maringá, Dom Murilo manifestou grande comoção com a experiência que viveu estando em Ponta Grossa. "Conheci um povo de uma fé sólida; encontrei famílias que tocaram profundamente meu coração pelo exemplo de sua vida cristã; testemunhei de perto o amor dos sacerdotes pelo Reino de Deus; emocionei-me com a dedicação de religiosos e religiosas por menores abandonados e meninas de rua, por alcoólatras e drogados, por crianças, adolescentes e jovens; tive vontade de aplaudir o entusiasmo de muitos leigos e leigas na catequese paroquial, nos movimentos e associações, nas pastorais e em iniciativas pessoais", disse o bispo.

Atualmente é arcebispo emérito da Arquidiocese de Salvador-BA.

Catarinense, da cidade de Mafra chegou à Ponta Grossa após um breve período como bispo auxiliar de Vitória, Espírito Santo. 

Seu trabalho à frente da Diocese foi breve, mas muito fecundo; realizou diversas visitas pastorais, conduziu junto ao povo e aos movimentos religiosos o Jubileu do Ano 2000; Realizou também a 'Festa dos Carismas' - uma reunião de todos os movimentos eclesiais no Centro de Eventos da Cidade de Ponta Grossa.

Concluiu seu trabalho no ano de 2002, quando foi transferido para a Arquidiocese de Maringá. Atualmente, é o cardeal prefeito do  Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano.

Curitibano, filho de Acyr e Maria Leopoldina, iniciou seu ministério de bispo ainda em Curitiba, como auxiliar de Dom Pedro Fedalto.

Foi nomeado para Ponta Grossa como bispo titularem julho de 2003, um ano após a saída de seu antecessor, Dom João Braz de Aviz.

Extremamente carismático e próximo de seu rebanho, Dom Sergio cativou uma legião de fieis com seu jeito alegre e simples. Com grande predileção pela música e canto, nos anos em que esteve à frente da diocese, promoveu diversos encontros sempre muito próximo das pessoas.

Participou ativamente das comemorações dos 200 anos da cidade de Ponta Grossa em 2023, ano em que celebrou seu Jubileu tríplice: 50 anos de padre, 25 de bispo e 20 como bispo de Ponta Grossa.

Seguindo as normas do Direito Canônico, solicitou sua renúncia ao completar 75 anos em dezembro do mesmo ano. O Papa Francisco aceitou sua renúncia nesta segunda, 10 de junho. Dom Sergio permanece à frente da diocese até a posse do novo bispo.

O sexto bispo de Ponta Grossa, nomeado nesta segunda pelo  Papa Francisco, deixará a Diocese de Campo Mourão no Paraná onde atualmente é titular. Sua posse ainda não está marcada mas as próximas semanas devem ser de muito trabalho na transição.

Natural de São Paulo, toda sua vida foi no estado do Paraná. Assume agora a Diocese de Ponta Grossa tendo como um dos principais objetivos conduzir as comemorações do seu primeiro centenário.

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