Com o crescente interesse na preservação da saúde cerebral durante o processo de envelhecimento, pesquisadores buscam soluções para prevenir a demência. Além de manter uma dieta equilibrada e manter uma rotina de atividades físicas, certos alimentos desempenham um papel fundamental na prevenção, devido às suas propriedades nutricionais.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,2 milhão de pessoas possuem Alzheimer no Brasil. A pesquisa aponta que os mais afetados pela doença são idosos entre 65 e 85 anos. Estimativas do Alzheimer's Disease International apontam que a demência atingirá aproximadamente 74,7 milhões de pessoas em 2030 e 131,5 milhões em 2050 em todo o mundo.
Com dados tão alarmantes, diversas estratégias de prevenção são pesquisadas ao redor do mundo. Uma pesquisa feita pela Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e publicada na revista científica BMC Magazine, apontou que a dieta mediterrânea possui fator positivo na prevenção de doenças relacionadas à demência. Com participação de 60 mil pessoas, o estudo mostrou que a redução do risco de desenvolver demência cerebral chegou a 23% após a ingestão dos alimentos que compõem a dieta.
A associação da dieta mediterrânea à redução do risco a doenças do cérebro também foi apontada na pesquisa da Associação Americana de Neurologia. Nesse estudo, os dados mostram que a ingestão dos alimentos permite menor formação de placas amiloides no cérebro, diminuindo o risco do desenvolvimento do Alzheimer.
Rica em vegetais, frutas, oleaginosas e azeite, a dieta mediterrânea é composta por diversos ingredientes que podem ser implementados no dia a dia. Entre os principais alimentos indicados, estão:
Folhas verdes escuras
Um dos principais alimentos da dieta mediterrânea, as folhas de tonalidade escura são ricas em vitamina B9 (folato) e melhoram a saúde mental, através da manutenção da capacidade cognitiva do cérebro.
Consumo de frutas
As frutas são capazes de oferecer diversos nutrientes para o corpo. Além disso, a ingestão de frutas ricas em flavonoides, como morango, framboesa, amora, banana, laranja e maçã, possibilita melhora na função cognitiva, prevenindo doenças como o Alzheimer.
Chá verde como neuroprotetor
Capaz de diminuir a atrofia cerebral causado pela idade, o chá verde é rico em polifenóis, como as catequinas, substância associada a aceleração do metabolismo e proteção dos danos cerebrais.
Troque óleo por azeite de oliva
Com propriedades antioxidantes, o azeite de oliva protege as células cerebrais, aumenta o colesterol bom e reduz o envelhecimento precoce, auxiliando na prevenção de doenças.
Aumento na ingestão de nozes
Capazes de proteger o cérebro contra o estresse oxidativo e a inflamação, as nozes atuam como uma aliada na prevenção de doenças crônicas e distúrbios cerebrais.
Ingestão de salmão e atum
Os peixes são ricos em ômega-3, um ácido graxo responsável por melhorar o funcionamento dos neurotransmissores e reduzir o risco de déficits cognitivos. Vale ressaltar que é recomendável consumir o alimento grelhado ou assado, evitando o excesso de óleo e ingestão de gordura.
Além de descobrir e incorporar alimentos que promovam a saúde cognitiva, é essencial buscar diagnóstico correto através de um time multidisciplinar da saúde, com profissionais da medicina e biomedicina.