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Diversificação internacional não deve depender da eleição, diz CIO da Avenue

Marcela Rocha defende aplicações graduais no exterior, de acordo com o perfil e os objetivos do investidor.

Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro de 2026, a diversificação internacional voltou ao debate entre investidores. Em entrevista à Forbes Brasil, Marcela Rocha, diretora de investimentos da Avenue, afirmou que a decisão de manter parte do patrimônio no exterior não deve depender de quem vencer a disputa.

Segundo Rocha, a estratégia também não deve ser adiada à espera de uma cotação considerada ideal para o dólar. Ela defende que a exposição a investimentos internacionais seja construída aos poucos, conforme o perfil, os objetivos e o prazo de investimento de cada pessoa.

O que é diversificação internacional

Diversificação internacional é a distribuição de parte dos investimentos entre ativos de outros países. De acordo com Rocha, isso dá acesso a setores e mercados aos quais uma carteira concentrada no Brasil pode não estar exposta.

A proposta não é apostar que o exterior terá desempenho melhor que o mercado brasileiro. É reduzir a dependência de uma única economia, já que países atravessam ciclos diferentes de crescimento e de juros.

Investir no exterior vale a pena com os juros altos no Brasil?

Na avaliação da executiva, os juros altos no Brasil não eliminam o papel dos investimentos internacionais em uma carteira diversificada. Em setembro de 2026, o Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano, patamar que ainda favorece aplicações brasileiras de renda fixa ligadas aos juros.

Rocha argumenta que depender de uma só classe de ativos pode limitar as fontes de retorno. Se os juros brasileiros caírem, aplicações atreladas à Selic e ao CDI tendem a remunerar menos do que em períodos de taxas mais elevadas.

Como investir no exterior morando no Brasil?

Para começar a montar uma carteira internacional, Rocha recomenda considerar o perfil de risco, os objetivos financeiros, o prazo do investimento e os recursos disponíveis. Ela defende fazer as aplicações de forma gradual, sem concentrar a decisão em um único momento do câmbio.

A executiva afirma que a exposição internacional pode fazer sentido mesmo para quem recebe salário em reais e não pretende morar fora. Isso porque a cotação do dólar e os preços internacionais também influenciam produtos e serviços consumidos no Brasil. A entrevista não detalha plataformas, valores mínimos ou regras tributárias para investir no exterior.

Quanto os brasileiros já investem fora do país?

Os investimentos brasileiros no exterior chegaram a US$ 58,8 bilhões em 2025, segundo dados do Banco Central citados pela Forbes Brasil. Apesar desse volume, apenas 2% dos recursos dos investidores estavam alocados fora do país, de acordo com estudo da FGVcef mencionado na reportagem.

InfográficoInvestimentos no exterior e juros no Brasil

Dados citados pela Forbes Brasil na entrevista sobre diversificação internacional.

US$ 58,8 bilhões
Investimentos no exteriorVolume registrado em 2025
  • US$ 58,8 bilhõesInvestimentos no exteriorVolume registrado em 2025
  • 2%Recursos alocados foraParcela apontada por estudo da FGVcef
  • 13,75% ao anoTaxa SelicApós a reunião de setembro
Fonte: Forbes Brasil, com dados do Banco Central e da FGVcefcomVc Portal

Para Rocha, a decisão de diversificar não deve ser uma reação ao resultado eleitoral ou a um momento de tensão no mercado brasileiro. A mesma lógica, segundo ela, permanece válida caso as condições econômicas do país melhorem.

Foto de capa: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo comVc Portal.