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Fiocruz detecta alta de Covid-19 e outros vírus; casos graves seguem baixos

Boletim aponta crescimento de casos graves associados ao coronavírus, ao rinovírus e ao metapneumovírus; incidência de Covid-19 permanece baixa no país.

A circulação de vírus respiratórios aumentou em diferentes regiões do Brasil, com sinais de crescimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à Covid-19, ao rinovírus e ao metapneumovírus. Apesar da alta, os casos graves de Covid-19 permanecem em níveis baixos no cenário nacional, segundo o novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O relatório, publicado em 5 de novembro, analisa registros inseridos no sistema de vigilância até 31 de outubro. No Paraná, o sinal de crescimento destacado pelo estudo é do metapneumovírus, principalmente entre crianças, e não de uma elevação generalizada de casos graves de Covid-19.

O que mostra o novo boletim

Na análise nacional, a tendência de longo prazo da SRAG está em oscilação ou estabilidade, enquanto a tendência das semanas mais recentes é de queda. Dentro desse quadro geral, porém, a Fiocruz identificou aumento de infecções graves causadas por três agentes: metapneumovírus, rinovírus e SARS-CoV-2, o vírus da Covid-19.

Entre os exames positivos registrados nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus respondeu por 50,1% das detecções. O SARS-CoV-2 apareceu em 8,5%, o vírus sincicial respiratório (VSR) em 10,1%, a influenza B em 4,7% e a influenza A em 4,2%. Um mesmo caso pode ter mais de um resultado positivo, e os percentuais refletem apenas as amostras com identificação viral.

Desde o início de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG no país. Desse total, 91.420 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. O boletim também registra 7.679 mortes por SRAG no ano, das quais 3.465 tiveram identificação de vírus respiratório.

Onde os casos graves de Covid-19 estão aumentando

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são os dois estados que aparecem simultaneamente em nível de alerta ou risco e com tendência de crescimento no longo prazo. Em Mato Grosso, a alta é atribuída principalmente ao SARS-CoV-2. Em Mato Grosso do Sul, o boletim aponta avanço leve do rinovírus.

A Fiocruz também observa sinais de aumento de casos graves de Covid-19 em Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. No Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, a incidência permanece muito baixa, apesar da tendência de crescimento.

Maranhão, Roraima, Santa Catarina e Sergipe registram nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, mas sem sinal de aumento sustentado no longo prazo. O boletim não classifica o cenário atual como uma nova onda nacional de Covid-19.

Paraná tem crescimento de metapneumovírus

No Paraná, o principal sinal de atenção do novo InfoGripe é o crescimento do metapneumovírus. O mesmo movimento aparece em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe.

O metapneumovírus humano causa infecções respiratórias que podem variar de sintomas leves, parecidos com os de um resfriado, a quadros mais graves. Crianças pequenas, idosos e pessoas com condições que comprometem a imunidade estão entre os grupos que exigem maior atenção.

O aumento ocorre depois de um período de queda da SRAG na maior parte do país, cenário que o comVc Portal acompanhou em boletim anterior do InfoGripe. Os dados atuais mostram que a circulação dos vírus pode mudar de forma diferente entre estados e faixas etárias.

Crianças pequenas e idosos concentram maior impacto

A maior incidência de SRAG continua entre crianças de até 2 anos. Nessa faixa etária, os principais agentes identificados são rinovírus, VSR e metapneumovírus. Entre os idosos, a incidência de casos é menor do que entre os bebês, mas o impacto sobre a mortalidade é mais elevado.

Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus representou 43% das mortes com resultado positivo para vírus respiratório, seguido pelo SARS-CoV-2, com 24,1%, e pela influenza B, com 12,7%. Esses números são participações entre óbitos com vírus identificado: não medem o risco individual de morrer por cada infecção nem permitem comparar diretamente a letalidade dos vírus.

A própria Fiocruz recomenda cautela na leitura dos dados de mortalidade das semanas mais recentes, porque as notificações podem chegar com atraso e sofrer revisões.

Prevenção e sinais de gravidade

O Ministério da Saúde orienta manter a vacinação contra a Covid-19 em dia para os grupos contemplados no Calendário Nacional de Vacinação de 2026. A lista de públicos e os esquemas recomendados podem ser consultados na página oficial de vacinação.

Medidas simples ajudam a reduzir a transmissão de diferentes vírus respiratórios: lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, evitar contato próximo com outras pessoas quando houver sintomas e usar máscara ao precisar circular doente ou conviver com pessoas vulneráveis.

Febre persistente, falta de ar, dor ou pressão no peito, confusão, sonolência intensa e coloração azulada ou acinzentada nos lábios são sinais que exigem avaliação médica rápida. O Ministério da Saúde reúne orientações sobre o que fazer diante de sintomas de Covid-19.

Fontes e transparência

Fontes: InfoGripe — Boletim da Semana Epidemiológica 43 de 2026, elaborado em 5 de novembro de 2026 às 10h35 com dados inseridos até 31 de outubro; Ministério da Saúde — Nota Técnica nº 11/2026; e Ministério da Saúde — Covid-19.

Transparência editorial: esta é uma notícia de saúde pública, sem patrocínio. “Covid-19” aparecia entre os assuntos em crescimento no Google Trends do Brasil, com mais de 500 buscas no recorte horário consultado em 6 de novembro. O Trends foi usado apenas como sinal de interesse; as informações factuais foram apuradas nas fontes oficiais citadas. Os dados de vigilância são retrospectivos, sujeitos a atraso e revisão. A imagem de capa é uma ilustração criada por inteligência artificial pelo comVc Portal; os gráficos são genéricos e não reproduzem dados do boletim. Não foi incluído vídeo porque não havia material oficial atual que acrescentasse informação indispensável à reportagem.

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo comVc Portal.

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