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NOAA prevê tempestade geomagnética G1, mas monitoramento segue em G0

Previsão aponta períodos de intensidade G1 entre esta sexta-feira (6) e domingo (8), com chance de G2; às 16h21, porém, observação oficial indicava nível G0, sem tempestade em andamento.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê períodos de tempestade geomagnética fraca, de nível G1, entre esta sexta-feira (6) e domingo (8). O aviso não significa que uma tempestade já esteja ocorrendo: na atualização das 16h21 pelo horário de Brasília, o monitoramento oficial permanecia em G0, sem tempestade geomagnética observada.

O boletim de três dias, emitido às 9h30 desta sexta, informa que o maior índice Kp observado nas 24 horas anteriores foi 3, abaixo dos níveis da escala de tempestades. Para o período de 6 a 8 de novembro, a previsão máxima é Kp 5, que corresponde a G1. A agência considera prováveis intervalos G1 e aponta chance de ocorrência de G2, classificada como moderada.

Quando a atividade pode aumentar

Na grade de previsão da NOAA, o primeiro intervalo com possibilidade de Kp 5 nesta sexta aparece entre 18h e 21h de Brasília. Outros períodos de G1 estão previstos para a noite de sexta para sábado e durante o domingo. A intensidade real pode mudar porque o campo magnético carregado pelo vento solar só pode ser medido com maior precisão quando está mais perto da Terra.

A causa apontada no boletim é a influência de um fluxo de vento solar de alta velocidade vindo de um buraco coronal. Segundo a NASA, esses fluxos são rajadas de partículas que escapam por regiões da coroa solar onde as linhas do campo magnético se abrem para o espaço. Ao alcançar a Terra, o material pode comprimir e perturbar a magnetosfera.

O que significa G1

A escala da NOAA vai de G1, menor nível, a G5, extremo. G1 corresponde a Kp 5 e é considerado um evento menor. Os efeitos possíveis incluem pequenas oscilações em redes elétricas, impacto limitado em operações de satélites e auroras visíveis sobretudo em altas latitudes.

Esse cenário é muito diferente de uma tempestade forte ou extrema. Não há, até a atualização desta matéria, indicação de risco generalizado à população, de interrupção ampla de energia ou de falhas generalizadas de internet. Equipamentos e serviços sensíveis ao clima espacial são acompanhados por operadores especializados.

Há chance de aurora no Brasil?

Uma tempestade G1 normalmente produz auroras em regiões de altas latitudes do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul. A própria tabela da NOAA usa como referência áreas do norte dos Estados Unidos. Portanto, a previsão atual não sustenta expectativa de aurora visível no Brasil.

Quanto mais intensa é a tempestade, mais o oval auroral pode se expandir em direção a latitudes menores. Ainda assim, uma eventual ocorrência G2 continuaria muito abaixo dos níveis extremos necessários para observações excepcionalmente distantes dos polos. O comVc Portal já explicou por que a aurora boreal não é vista normalmente no Brasil.

Como acompanhar sem cair em alarmismo

É importante distinguir uma previsão de uma observação. A previsão de G1 indica que o nível pode ser alcançado em determinados intervalos. O painel em tempo real mostra o que os instrumentos registram naquele momento. Às 16h21 desta sexta, a NOAA exibia G0, enquanto mantinha G1 na previsão para os três dias.

O índice Kp varia de 0 a 9 e resume a perturbação global do campo magnético da Terra em blocos de três horas. A escala de tempestades começa em Kp 5. No Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém o monitoramento do clima espacial e explica que fenômenos solares podem afetar sistemas tecnológicos, como navegação por satélite, comunicações e redes elétricas.

Para o público geral, a orientação é consultar as atualizações de órgãos científicos e desconfiar de publicações que tratem a previsão G1 como uma catástrofe confirmada. Também não há indicação para desligar celulares, roteadores ou aparelhos domésticos por causa deste boletim.

Fontes e atualização

Fontes: NOAA/SWPC — previsão de três dias emitida em 6 de novembro de 2026, às 12h30 UTC; NOAA/SWPC — situação observada e previsão na escala oficial; NOAA — explicação da escala de tempestades geomagnéticas; NASA/SDO — formação de tempestades geomagnéticas; e INPE — clima espacial e índices geomagnéticos. A leitura mais recente usada nesta matéria é a atualização da NOAA das 19h21 UTC, ou 16h21 em Brasília.

Sinal de demanda: “tempestade geomagnética” apareceu entre os assuntos em aceleração no Google Trends Brasil na tarde desta sexta-feira, com mais de mil buscas no recorte horário e recorrência em páginas de acompanhamento de clima espacial. O Trends foi usado apenas para medir interesse; os fatos e os níveis foram confirmados nas fontes oficiais citadas.

Transparência editorial: esta é uma notícia de serviço baseada em dados oficiais e não contém publicidade. A imagem de capa é uma ilustração criada com inteligência artificial pelo comVc Portal e não representa uma fotografia nem dados em tempo real. Nenhum vídeo foi incluído porque não foi localizado material oficial atual que acrescentasse informação indispensável ao texto.

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo comVc Portal.

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