
Flávio Bolsonaro admite resultado ruim da saúde no governo do pai
Em debate com Lula, senador defendeu a atuação de Jair Bolsonaro na pandemia e apresentou propostas para a saúde pública.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em debate promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, que a saúde não teve seu melhor resultado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. A declaração foi feita em resposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que questionou a atuação do governo na pandemia de Covid-19. O debate foi noticiado em 18 de outubro; o material não informa onde ele ocorreu.
Flávio reconheceu dificuldades no enfrentamento da crise sanitária, mas disse que o ex-presidente fez o melhor que pôde diante de uma situação nova. Lula, por sua vez, criticou o uso de medicamentos ineficazes e a resposta à falta de oxigênio nos hospitais. Os dois também divergiram sobre a responsabilidade do governo pelas mortes na pandemia.
Divergência sobre a pandemia
Lula afirmou que 726 mil pessoas morreram por irresponsabilidade do governo Bolsonaro e disse que parte dessas mortes poderia ter sido evitada se a gestão tivesse seguido a ciência. O número e a avaliação foram apresentados pelo presidente durante o debate.
Flávio disse que o governo do pai comprou vacinas e citou a vacinação de Lula ao defender a atuação do ex-presidente. Ao reconhecer o resultado da saúde, o senador fez uma autocrítica, mas atribuiu as dificuldades ao caráter inédito da pandemia.
Propostas para a saúde pública
O senador afirmou ter convidado Cláudio Lothenberg, ex-presidente do Hospital Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde em uma eventual gestão. Segundo Flávio, a intenção é levar à rede pública um padrão de atendimento que inclua:
- Consultas com hora marcada;
- Exames realizados com agilidade;
- Uso de alta tecnologia.
Flávio também propôs um Prontuário Único Eletrônico vinculado ao CPF de cada cidadão. De acordo com ele, o sistema permitiria diagnósticos rápidos por telemedicina em emergências. Lula questionou se a proposta de levar o padrão da rede privada ao SUS significaria privatizar o sistema; o material não registra uma resposta direta do senador a essa pergunta.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)
