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UENP lança atlas gratuito com 51 indicadores de 18 municípios do Paraná

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) lançou nesta quarta-feira (4) um atlas gratuito que reúne 51 indicadores sociais, econômicos e ambientais de 18 municípios do Norte Pioneiro. A publicação apresenta mapas, dados oficiais e fotografias aéreas para apoiar escolas, pesquisadores, conselhos municipais e gestores na identificação de vulnerabilidades e no planejamento de políticas públicas.

O Atlas de Vulnerabilidade Socioambiental da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio–Bandeirantes está disponível em formato digital no site da universidade. O trabalho levou dois anos e foi produzido por professores do curso de Geografia do campus de Cornélio Procópio, com financiamento do Fundo Paraná.

Acesse gratuitamente o atlas completo da UENP em PDF.

Quais municípios aparecem no atlas

O recorte corresponde à Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio–Bandeirantes, divisão estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntos, os 18 municípios somam 6.017,9 quilômetros quadrados e 174.220 habitantes, segundo os dados apresentados na obra.

  • Bandeirantes;
  • Congonhinhas;
  • Cornélio Procópio;
  • Itambaracá;
  • Leópolis;
  • Nova América da Colina;
  • Nova Fátima;
  • Nova Santa Bárbara;
  • Rancho Alegre;
  • Santa Amélia;
  • Santa Cecília do Pavão;
  • Santa Mariana;
  • Santo Antônio do Paraíso;
  • São Jerônimo da Serra;
  • São Sebastião da Amoreira;
  • Sapopema;
  • Sertaneja;
  • Uraí.

A região tem 149.532 moradores em áreas urbanas e 24.688 em áreas rurais. Cornélio Procópio é o município mais populoso do recorte, com 45.206 habitantes, enquanto Santo Antônio do Paraíso é o menos populoso, com 2.125.

O que os 51 indicadores mostram

Os mapas abordam cobertura florestal, consumo e abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo, educação, saúde, renda, emprego, segurança pública e impactos de desastres. Também aparecem dados sobre Cadastro Único, gravidez na adolescência, população idosa, violência contra a mulher, mortalidade infantil e estrutura dos serviços públicos.

As informações foram reunidas a partir de bases oficiais e convertidas em taxas ou percentuais. Essa escolha permite comparar municípios de tamanhos diferentes sem que os números absolutos de uma cidade mais populosa distorçam a leitura regional.

Os anos de referência variam conforme o indicador. A publicação usa, entre outras, bases de 2017 a 2024 e apresenta uma classificação de vulnerabilidade socioambiental de 2025. Por isso, o atlas funciona como diagnóstico técnico e linha de base para planejamento, e não como um painel em tempo real.

Saneamento aparece entre os principais desafios

Na síntese apresentada pelos autores, o abastecimento de água alcança, em média, 76,6% dos domicílios da região. Cornélio Procópio aparece com 89,5%, enquanto a cobertura regional de esgotamento sanitário é de 49,7%.

Nova América da Colina, com 17,7%, e Sapopema, com 25,6%, aparecem entre os municípios com menores percentuais de domicílios atendidos por esgotamento sanitário no conjunto analisado. Em áreas de maior extensão rural, o estudo também identifica desafios relacionados à coleta de resíduos.

Segundo o atlas, 30,1% dos domicílios de São Jerônimo da Serra e 28,7% dos de Congonhinhas estavam sem coleta de lixo na base usada para esse indicador. Os percentuais precisam ser lidos com atenção ao ano da fonte e às diferenças entre áreas urbanas e rurais.

Mata Atlântica ocupa 7,4% da região, aponta estudo

A cobertura média por vegetação nativa da Mata Atlântica é de 7,4% no recorte regional, conforme a publicação. Itambaracá, com 1,8%, e Sertaneja, com 2,3%, apresentam percentuais menores, em uma área marcada pela agricultura mecanizada.

São Jerônimo da Serra, com 11,7%, e Sapopema, com 10,7%, conservam proporções maiores entre os municípios destacados na apresentação. O atlas relaciona esses dados a outros indicadores de uso do solo, água e condições sociais, permitindo observar vulnerabilidades que não aparecem quando cada tema é analisado isoladamente.

Mapas foram produzidos com dados oficiais e imagens de drones

O projeto combinou bases de órgãos como IBGE e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) com Sistemas de Informações Geográficas, fotografias terrestres e imagens aéreas captadas por drones. Cada um dos 18 municípios possui registros visuais de áreas centrais e da transição entre espaços urbanos e rurais.

Os mapas foram organizados em cinco blocos: caracterização regional; aspectos ambientais; cultura, educação, saúde e economia; questões sociais e de segurança pública; e uma síntese de vulnerabilidade socioambiental. A obra tem 174 páginas.

Participaram grupos de pesquisa dedicados a pequenas cidades, segurança alimentar e análise de riscos ambientais. Os autores são Paulo Henrique Marques de Castro, Pedro Henrique Carnevalli Fernandes e Vanessa Maria Ludka.

Como o material pode ser usado

Para prefeituras e câmaras municipais, os dados podem apoiar planos diretores, decisões sobre saneamento, políticas de saúde, educação, habitação, segurança e preservação ambiental. Conselhos municipais também podem usar os mapas para identificar prioridades e acompanhar programas públicos.

Nas escolas, o atlas foi planejado como recurso didático para estudantes dos ensinos fundamental, médio e superior. A linguagem cartográfica permite comparar a realidade de municípios vizinhos e desenvolver trabalhos sobre território, desigualdade, meio ambiente e cidadania.

A versão digital já pode ser baixada gratuitamente. Uma edição impressa está prevista para 2027 e deverá ser distribuída às prefeituras da região para apoiar o planejamento local.

Pesquisa tem financiamento do Fundo Paraná

A iniciativa foi financiada pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com recursos do Fundo Paraná de fomento científico. O trabalho integra atividades de pesquisa, ensino e extensão da UENP e um projeto mais amplo sobre o uso de fotografias aéreas de drones na avaliação de riscos e vulnerabilidades socioambientais.

A Agência Estadual de Notícias divulgou o lançamento às 11h55 desta quarta-feira. O anúncio destaca que o material foi elaborado para aproximar a produção científica das necessidades de gestores, professores, estudantes e comunidades locais.

Fontes: Atlas de Vulnerabilidade Socioambiental, Editora UENP; Agência Estadual de Notícias. Consultas realizadas em 4 de novembro de 2026.

Imagem de capa: UENP/Agência Estadual de Notícias. Conteúdo disponibilizado pela AEN sob licença Creative Commons CC0.

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Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo comVc Portal.

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