
Campos-gerenses ampliam roteiros de lazer náutico entre o litoral paranaense e a Costa Verde
A distância até o mar nunca impediu os moradores de Ponta Grossa e dos Campos Gerais de manter uma relação próxima com o litoral. Nas temporadas de verão e nos feriados prolongados, a descida da serra em direção às praias paranaenses faz parte do calendário de muitas famílias da região. Nos últimos anos, porém, cresce o interesse por um tipo de lazer que vai além da faixa de areia: o turismo náutico.
Passeios de barco pela Baía de Paranaguá, travessias para a Ilha do Mel e saídas de pesca esportiva já são conhecidos do público paranaense. Para quem tem condições de investir mais, o roteiro se estende a destinos como a Costa Verde fluminense, onde Angra dos Reis, Ilha Grande e Paraty concentram marinas, ilhas e enseadas procuradas por proprietários de embarcações de todo o país.
Indústria nacional chama a atenção
Entre os interessados em adquirir uma embarcação de maior porte, a preferência por estaleiros brasileiros tem peso. O argumento mais citado é prático: modelos fabricados no país costumam ter peças de reposição e assistência técnica disponíveis sem depender de importação, o que agiliza a manutenção.
A Schaefer Yachts, estaleiro com sede em Santa Catarina, estado vizinho ao Paraná, é uma das marcas mais lembradas nesse segmento. A fabricante destaca que seus cascos são projetados para as condições do litoral brasileiro, com calor, salinidade e ondulação típicas do Atlântico Sul. Para quem deseja comprar schaefer yachts, a Kadu Marine atua como representante oficial da marca desde 1989 e mantém base na Marina Verolme, em Angra dos Reis.
Planejamento antes da compra
Especialistas do setor recomendam que o interessado avalie a própria rotina antes de escolher o modelo. Para moradores do interior, como é o caso dos Campos Gerais, a logística pesa bastante. Entre os pontos que costumam entrar na conta estão:
- a distância entre a cidade de residência e a marina onde o barco ficará guardado;
- a frequência real de uso ao longo do ano;
- os custos fixos, como vaga, seguro, manutenção e marinheiro, quando necessário;
- a habilitação náutica exigida para o porte da embarcação.
Muitos proprietários optam por manter o barco em marinas com estrutura completa, que cuidam da limpeza e da manutenção básica entre uma viagem e outra. Assim, quando a família chega para o fim de semana, a embarcação está pronta para sair.
Lazer que movimenta a economia
O turismo náutico também tem efeito sobre a economia das cidades litorâneas, com geração de trabalho em marinas, restaurantes, oficinas e serviços de apoio. Para o público dos Campos Gerais, acostumado a viajar para aproveitar o mar, a tendência abre novas possibilidades de lazer em família e de convivência com amigos durante as férias.
A recomendação de quem trabalha no setor é não deixar a empolgação atropelar a análise. Conhecer o barco pessoalmente, fazer um teste na água e checar a documentação junto à Marinha são passos considerados indispensáveis antes de qualquer assinatura.



