
“Brasil sem Frestas” retoma trabalhos em casas de estrutura precária de PG; conheça a iniciativa
Criado em 2017, o projeto “Brasil sem Frestas Ponta Grossa” consiste na confecção de placas a partir de caixas de leite usadas. Elas são aplicadas em residências de estrutura precária, por exemplo casas, de madeira que possuem frestas nas paredes e pouca proteção contra o ambiente externo. A iniciativa visa melhorar o conforto térmico, além de melhorar a estética da casa e diminuir a entrada de vento, água da chuva, insetos e animais peçonhentos.
Evelyn Nogueira, idealizadora do projeto em Ponta Grossa, conta que viu a iniciativa pela primeira vez em Curitiba e então decidiu conduzí-lo também no município. “Eu me encantei com a ideia e comecei divulgando a iniciativa nas redes sociais e grupos no WhatsApp, logo já foram chegando seis voluntários. Depois vieram mais e mais e hoje temos mais de 100 voluntários”, conta. Até o momento, o projeto já revestiu 40 casas, desde o início de suas atividades.
Com a ajuda dos novos voluntários, em pouco tempo o projeto cresceu. “Hoje o trabalho tem uma logística bem estruturada. As caixas de leite entregues nos pontos de coleta são levadas para a nossa sede e a maioria já vêm cortada. Caso contrário, a gente lava, corta e costura as placas”, detalha a idealizadora. Para cada placa são utilizadas seis caixas de leite e uma casa toda demanda aproximadamente três mil caixas.
Pandemia afetou as atividades
O projeto teve suas atividades presenciais interrompidas na pandemia. Segundo Evelyn, a alternativa foi redirecionar as ações, priorizando campanhas de arrecadação em pontos de coletas, além de confecção de máscaras e demais produtos hospitalares. Além das placas nas casas e desses produtos confeccionados para os hospitais, a entidade também confecciona mantas para moradores de rua.
Novas ações
Evelyn também conta que o projeto planeja duas ações em casas neste ano, com datas a serem definidas. A sede do “Brasil sem Frestas Ponta Grossa” está localizada na Rua Pedro Mascarenhas Ribas, número 82, no bairro Jardim Carvalho. “Somos totalmente voluntários. Não temos vínculo com nenhuma instituição ou política”, reitera.
