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Quatro anos sem corridas de cavalos aos sábados em Ponta Grossa

O Jockey Club Pontagrossense foi palco de muitas emoções na cidade. O Hipódromo de Uvaranas foi fundado no século XIX e por tantos anos, de geração em geração, costumava ser um ponto de encontro entre famílias, amigos e admiradores do turfe – corridas de cavalos – aos fins de semana. O Jockey está desativado há cerca de quatro anos, e desde então, muitos turfistas se perguntam quando voltará a ter corridas no “prado” de Uvaranas.

“Sempre gostei de cavalos, acho um animal extraordinariamente forte e inteligente. Meu pai gostava muito de animais, herdei dele esse gosto”, explica Adir Ferreira, criador de cavalos de corridas. Pela influência de seu pai e de um amigo que frequentava o Jockey Club, passou também a acompanhar o turfe, até decidir entrar com seus animais nas corridas. “As corridas em Ponta Grossa tinham um ambiente muito saudável, as pessoas que iam no Jockey eram pessoas muito sensacionais”, descreve.

Para Adir, o Jockey Club Pontagrossense necessita uma completa revitalização, principalmente no que diz respeito à valorizar o trabalho dos criadores de animais. “Infelizmente é um hobby muito caro! É alto o custo para criar um cavalo de corrida e manter em condições de competir. Logo se o dono de cavalo e criador não tiver um incentivo financeiro, ele desanima”, destaca o criador.

“O último animal de minha criação foi o Elpho Caçador. Ganhei corridas em Ponta Grossa Curitiba, São Paulo e apresentações espetaculares no Rio de Janeiro. Com poucos animais tive a sorte que grandes criadores não tiveram”, recorda. “Com a pandemia reduzi minha participação no turfe, mas no ano que vem devo retornar com dois potros de minha criação, que logo estão prontos para iniciar a preparação para correr”, completa.

“Infelizmente estamos com o Jockey de Ponta Grossa inativo, porém é um ótimo lugar para treinar os cavalos de corrida. O turfe é um tipo de esporte que muita gente acha que é somente um ambiente para viciados em apostas, mas quem participa de uma tarde no Jockey acaba gostando e se apaixonando pelos animais”, acrescenta Adir.

“Para mim, as vezes que mais marcaram sempre era no dia do Grande Prêmio Cidade de Ponta Grossa, no dia do aniversário da cidade”, recorda Mateus Urban, de 21 anos. O jovem turfista conta ao comVc portal que teve influencias na família para gostar das corridas de cavalos. “O Jockey também tem um valor especial para mim, pois minha avó Hilda sempre contava que meu avô, José Urban, o qual já era falecido quando nasci, ia sempre ao Jockey. Ela ainda guarda um relógio cronômetro, que ele usava para marcar o tempo das corridas”, conta.

“Lembro que era uma emoção enorme a chegada, para ver qual cavalo ganhou. Tinha vezes que demorava muito para confirmarem o resultado, para verem a gravação, quando o vencedor ganhava por muito pouco”, relembra o turfista. “Fico triste pelo Jockey estar fechado, era um local de encontro entre famílias, para manter o contato entre amigos. Espero que um dia possa haver novamente as corridas, para irmos lá passar a tarde, vermos os cavalos, vibrar na hora da chegada, ver os leilões – mas só ver; e comprar os amendoins do seu Hortêncio”, complementa.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo comVc Portal.