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Alunos do Sesi criam equipamento para medir o ar; horta abastece escolas em SP

Projetos em Itapetininga e Jundiaí unem atividades escolares à pesquisa ambiental e à produção de alimentos.

Alunos do Sesi de Itapetininga, no interior de São Paulo, desenvolveram o ECOsat, um equipamento projetado para coletar dados da atmosfera. O grupo pretende usá-lo em estudos sobre a qualidade do ar e os níveis de poluição no estado. O lançamento está previsto para o próximo ano, segundo os estudantes.

Em Jundiaí, também no interior paulista, a prefeitura mantém uma horta que abastece a merenda escolar e recebe crianças da rede de ensino. O projeto Vale Verde existe há quase 30 anos e usa o cultivo de alimentos para ensinar educação ambiental a alunos de 4 a 11 anos.

O que as crianças aprendem na horta

A área cultivada tem aproximadamente 50 mil metros quadrados. Entre os canteiros, os alunos observam como os alimentos crescem e conhecem espécies menos familiares, como azedinha e vinagreira. A produção é orgânica, sem agrotóxicos sintéticos nem fertilizantes químicos.

InfográficoA horta escolar de Jundiaí

Dimensões, produção e público do projeto Vale Verde.

mais de 120 mil
pés de hortaliças por ano
  • aproximadamente 50 mil metros quadradosÁrea da horta
  • mais de 120 mil pésProdução anualHortaliças destinadas à merenda escolar
  • 26Variedades cultivadas
  • 4 a 11 anosIdade das crianças
Fonte: g1comVc Portal
A horta do projeto Vale Verde fornece alimentos para a merenda escolar em Jundiaí.
A horta do projeto Vale Verde fornece alimentos para a merenda escolar em Jundiaí. — Foto: Daniel Pavan e Silva/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A horta produz mais de 120 mil pés de hortaliças por ano, de 26 variedades, de acordo com as informações do projeto. Os alimentos seguem para a merenda, permitindo que as crianças relacionem o que veem durante as atividades com as refeições servidas na escola.

Como funciona o ECOsat

Criado por estudantes do terceiro ano do ensino médio, o dispositivo tem formato cúbico e cerca de 10 centímetros de lado. A proposta é levá-lo à estratosfera em um balão capaz de atingir aproximadamente 30 quilômetros de altitude. Durante o trajeto, o equipamento deverá registrar medições em um cartão de memória.

Após o rompimento do balão, um paraquedas deverá conduzir o ECOsat de volta ao solo. A equipe pretende recuperá-lo para consultar os dados, que poderão contribuir para pesquisas sobre gases de efeito estufa. O trabalho ficou em quinto lugar na Olimpíada Brasileira de Satélites e em primeiro na Copa Online de Astronáutica.

Próximos passos do projeto

A previsão dos alunos é lançar o ECOsat no próximo ano. Uma nova turma deverá dar continuidade ao projeto, iniciado durante atividades de pesquisa do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas.

Com informações de g1.

Foto de capa: Knightstalker at English Wikipedia/Wikimedia Commons (Public domain)

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo comVc Portal.