
Protestos contra custo de vida e condições nas escolas têm 166 detidos na França
Atos ocorreram em várias cidades neste sábado; houve confrontos em Paris e danos a prédios em Marselha.
Protestos contra o aumento do custo de vida e as condições nas escolas reuniram manifestantes em várias cidades da França neste sábado, 17 de outubro. Houve confrontos com a polícia em Paris, além de incêndios e danos a edifícios em outras localidades.
A mobilização também recebeu apoio de estudantes do ensino secundário, que protestam desde meados de setembro. A central sindical CGT aderiu aos atos com reivindicações sobre salários, pensões, preços e serviços públicos.
Confrontos em Paris
Na Praça da República, a polícia usou gás lacrimogêneo contra manifestantes que lançavam objetos na direção dos agentes, segundo o relato divulgado pelo jornal português Diário de Notícias. Um contingente policial foi enviado ao local durante a marcha realizada na capital.
A polícia proibiu outras concentrações previstas para o centro de Paris e determinou o fechamento de estações de metrô ao longo do dia. A medida atingiu áreas próximas aos Campos Elísios, ao Palácio do Eliseu, ao Parlamento e a prédios do governo.
Alcance da mobilização
Até o meio-dia, autoridades francesas haviam registrado 140 atos fora da região de Paris, com mais de 30 mil participantes, segundo o gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez. Em todo o país, o número informado pelas autoridades era de pelo menos 166 detidos.
Balanço divulgado pelas autoridades francesas neste sábado
- 140Atos fora de ParisRegistrados até o meio-dia
- mais de 30 milParticipantes nesses atosFora da região de Paris
- pelo menos 166Detidos no país
Parte dos participantes respondeu a chamados nas redes sociais para retomar o movimento dos coletes amarelos, surgido em 2018. Grupos de estudantes que vêm bloqueando escolas também convocaram apoiadores para as manifestações.
Danos e reação do governo
Em Marselha, estabelecimentos comerciais e uma delegacia da polícia municipal foram danificados. Manifestantes chegaram a entrar no saguão da prefeitura, mas foram dispersados pela polícia. O prefeito Benoît Payan afirmou ao canal BFM que os estragos no local foram limitados.
O gabinete do ministro do Interior também relatou episódios de violência em Rennes, Toulouse e Angers. Na sexta-feira, o presidente Emmanuel Macron reconheceu o direito de manifestação e pediu que os atos ocorressem sem danos a pessoas ou ao patrimônio.
Com informações de msn.com, dn.pt.
Foto de capa: Yann Caradec from Paris, France/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
