Vídeo: Criança de 12 anos recebe alta no HU após 13 dias internado com Covid-19

 Vídeo: Criança de 12 anos recebe alta no HU após 13 dias internado com Covid-19

Não teve como conter o abraço apertado na mãe, avó e nos primos. Depois de 13 dias de internamento, sendo que passou sete deles intubado, Breno Rodrigues recebeu alta na tarde desta quinta-feira. Com apenas 12 anos, ele é o paciente mais jovem a ser internado com Covid-19 no HU-UEPG.

Das assessorias

Ivete estava na porta do Pronto Atendimento. “Daqui a pouco, vou buscar eu mesma”. Era o dia da alta do seu filho único, e a espera foi recompensada. Após treze dias internado, Breno Rodrigues recebeu alta na tarde desta quinta-feira (08). Com apenas 12 anos, ele é o paciente mais jovem a ser internado com Covid-19 no Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG). Foram 13 dias de internamento, 11 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Destes, Breno passou sete dias intubado.

Os sintomas começaram em 20 de março – febre e um pouco de fraqueza. De início, os pais não se preocuparam, afinal, Breno não tem comorbidades. “Mas na sexta-feira vimos que ele já não estava bem, não comia direito e estava muito fraco. Imediatamente, liguei para o Samu”, conta a mãe, Ivete Rodrigues. O paciente recebeu atendimento primeiramente no Centro de Atenção à Saúde (CAS) de Uvaranas. “Lá, eles viram que o Breno estava mal, com saturação em 48. No mesmo dia, foi transferido para o HU”.

O pai, Flávio Rodrigues, conta que da família, somente ele e o filho se contaminaram. “Desde o início da pandemia, nossa preocupação maior era com minha esposa, que está no grupo de risco. Nunca imaginei que o Breno pudesse ficar mal”, contou, ainda na Clínica Covid, onde acompanhava o filho. “Era uma criança ativa, nadava, corria, andava de bicicleta”.

Até então, Ivete achava que seu filho ficaria apenas em observação e que a situação não era tão grave. “Na noite em que foi transferido, meu marido me avisou que ele seria intubado. Aquilo foi uma dor que não tem explicação. Foram dias terríveis para nós”, relembra a mãe, que não pôde acompanhar seu filho, pois se enquadra no grupo de risco. Mesmo com a notícia da intubação, Ivete ressalta que nunca perdeu a esperança. “Foi a fé que nos manteve firme, porque a gente sonhava com esse dia, o dia que iriamos levar o meu filho para casa. Agradecemos a Deus, nossa família e toda a equipe do Hospital, que foi maravilhosa”.

“Não me deixa sozinho”. O bilhete, escrito à mão em letras de forma por mãos trêmulas, quando Breno acordou da sedação e ainda não podia falar, é uma das recordações mais preciosas que Flávio leva dos dias em que acompanhou o filho na UTI. Por conta da idade do paciente, foi autorizada a presença do pai como acompanhante, caso raro na ala Covid. E ele ficou, orando e conversando com o filho enquanto ele estava inconsciente, e segurando sua mão todas as noites depois que havia acordado. “Puxava a cadeira para perto do leito e dormia ali mesmo. Não queria soltar a mão do meu filho, prometi que não ia deixar ele sozinho”. 

Receber a notícia da alta foi uma emoção inexplicável, segundo a mãe. “Hoje, quando eu o vi sem a sonda, sem a fralda, eu vi o meu filho perfeito, como eu o via em casa. Isso para mim foi uma gratidão e emoção tão grande, não tenho palavras para expressar. Agora é só comemorar, porque ele nasceu de novo”, completa.

Breno foi recebido, na saída do hospital, pelos familiares mais próximos, que comemoravam a vida com balões azuis e cartazes. Não podia abraçar, mas não havia como conter o abraço apertado de uma criança na mãe, na avó, nos primos.

A família de Breno teve suporte de familiares e amigos, como Roseneia Hauer, que é também madrinha da criança. Neia, como é chamada, salienta agilidade do atendimento com seu afilhado. “A ação coordenada do sistema de saúde e da equipe do HU, que conseguiu atendê-lo de maneira rápida, fez toda a diferença para a recuperação”. Segundo ela, os primeiros dias foram bem tensos, mas com a melhora do quadro, toda a família ficou mais aliviada. “Sabemos que crianças e adolescentes podem se recuperar mais rapidamente, mas o medo toma conta. Com a melhora dele, começamos a respirar com mais calma em casa. Muita gratidão à equipe do Hospital, que é muito competente. Agora estamos aliviados e muito felizes. Vida nova!”.

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