UEPG anuncia livro para comemorar os 51 anos de fundação da universidade

 UEPG anuncia livro para comemorar os 51 anos de fundação da universidade

O primeiro volume, com 287 fotografias de 1969 a 1994, é parte das atividades do cinquentenário, iniciadas no ano passado. A obra será publicada em português e inglês

Das assessorias

Hoje (6), a Universidade Estadual de Ponta Grossa completa 51 anos. A UEPG, criada em 1969 pelo Governo do Estado do Paraná, edita um livro comemorativo com fotos do cotidiano da instituição para marcar a data. O primeiro volume, com 287 fotografias de 1969 a 1994, é parte das atividades do cinquentenário, iniciadas no ano passado. A obra será publicada em português e inglês.

As imagens reunidas registram a expansão estrutural, momentos significativos e pessoas que fizeram o dia a dia da UEPG, servidores, estudantes, gestores e visitantes.  O reitor Miguel Sanches Neto, idealizador do livro, lembra que no álbum estão registrados os primeiros 25 anos da Universidade. “São anos que poderíamos definir como marcadamente extensionistas, em imagens que vão do político-institucional, mostrando a movimentação de personalidades, à poesia do cotidiano, como a criação de serviços e a atuação dos mais diversos atores”.

Os organizadores do álbum acrescentam que as imagens selecionadas vão do primeiro vestibular às interações com a comunidade. “Registros de saídas de campo são sucedidos por flagrantes de cerimônias oficiais. Mas os fotógrafos também percorrem o cotidiano estudantil, acompanham iniciativas docentes e realizações de agentes universitários, sempre sugerindo as conexões da Universidade com a vida social mais ampla do entorno, do bairro e da cidade. Positivar tais negativos significa entrever o surgimento e a consolidação de uma Universidade que, aos poucos, ganhava forma e se estabelecia no imaginário regional”.

Momento histórico

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi criada em 6 de novembro de 1969. Neste dia, o então governador do Paraná, Paulo Pimentel, assinou a Lei n. 6.034, que criou as três primeiras universidades públicas do estado, sediadas em Ponta Grossa, Londrina (UEL) e Maringá (UEM). Por ocasião do aniversário da instituição, Sanches contextualiza que a criação, na mesma data, das três Universidades no interior foi de suma importância para o desenvolvimento ensino superior do Estado. “O Paraná ganhou um sistema universitário fora da capital, em uma afirmação de regiões que simbolizam a interiorização de populações e de produção de riquezas”.

A UEPG resultou da incorporação das Faculdades Estaduais de Filosofia, Ciências e Letras; Farmácia e Odontologia; Direito; Ciências Econômicas e Administração de Ponta Grossa. Na apresentação da obra comemorativa, o reitor lembra que, em Ponta Grossa, o grande desafio foi centralizar a administração das quatro faculdades, para que a Universidade conquistasse unidade política. “Para isso, foi escolhido o advogado e poeta Alvaro Augusto da Cunha Rocha como primeiro reitor, um intelectual que representava o papel progressista da nova entidade”. A partir desta data, diz Sanches, grupos diversos se põem a construir a rotina administrativa de fundação de uma identidade universitária, assumindo fortemente a sua função extensionista, de impacto sobre a comunidade, como primeira grande marca. “No campo da graduação, novos cursos serão sistematicamente ofertados, diversificando o perfil da UEPG, que acompanha as áreas imprescindíveis para o desenvolvimento da região”, detalha.

Organização da obra

O livro-álbum é resultado da colaboração entre as equipes do Museu Campos Gerais, da Coordenadoria de Comunicação e da Editora UEPG. Logo no início da sua gestão, em 2018, o reitor Miguel Sanches Neto idealizou a obra e delegou ao Museu Campos Gerais  as tarefas de selecionar as imagens e produzir os textos de apoio. A Coordenadoria de Comunicação desenvolveu o projeto gráfico e restaurou as imagens, processo que levou cinco meses para ser realizado. A Editora UEPG foi responsável pelo fechamento editorial, revisão e tradução da redação.

Em meio a um acervo de aproximadamente 20 mil registros produzidos pela própria UEPG, um conjunto primário de 1200 imagens foi pré-selecionado pelos professores, diretores do MCG, Niltonci Batista Chaves (Diretor Geral), Patricia Camera Varella (Diretora de Ação Educativa) e Rafael Schoenherr (Diretor de Acervos), com apoio técnico do Coordenador de Digitalização João Paulo Leandro  Almeida. “Um universo tão amplo de imagens demandou um trabalho pesado que contou também com apoio de acadêmicos e outras instâncias da Universidade. Este processo nos enche de orgulho e também nos mostra a responsabilidade muito grande de construir uma narrativa sobre esses primeiros anos que agora são retratados nessa primeira publicação”.

Origem

A base do livro são registros do acervo fotográfico do Centro de Recursos Audiovisuais (Crav), alojado nos Arquivos Históricos Hugo Reis, do Museu Campos Gerais. Assim, os autores das imagens são fotógrafos da Universidade. A série fotográfica inicia com o trabalho de Germano Koch (de 1971 a 1980), seguido por Jefferson José da Silva (a partir de 1981), que, mais tarde, em 1987, ganharia o reforço das lentes de Marilson de Paula. Em 1991, o nome de Maurício Bolette se soma à equipe e aparece grafado nos envelopes de negativos dessa cobertura institucional.

No texto de apresentação da obra, os organizadores comentam que o processo de pesquisa revelou um pouco sobre as condições sociais, tecnológicas e trabalhistas nas quais a Universidade começava a produzir um olhar sobre si mesma, no tempo presente e para a posteridade.

Restauro

Pela ação do tempo, após a digitalização dos negativos, a necessidade de restauro e de tratamento ficou evidente. “Apesar da tutela cuidadosa do Centro de Recursos Audiovisuais por décadas, a condição física dos negativos exigia trabalho técnico minucioso. No restauro das imagens, foram removidos pontos de bolor, desbotamento, poeira, áreas degradadas e riscos”, explica Luciane Pereira da Silva Navarro, Coordenadora de Comunicação da UEPG. Ela, a jornalista Aline Jasper (CCOM) e o fotógrafo convidado Fábio Ansolin realizaram o restauro das imagens.

“A regra primordial foi a intervenção invisível.  Milhares de áreas foram recuperadas preservando as texturas, os cenários, a continuidade de objetos e a identidade dos rostos”, explica Navarro. A coordenadora avalia que a obra não teria a qualidade gráfica sem o trabalho que foi efetuado, porém, destaca que a obra extrapola qualquer questão meramente técnica de produção. “Cada exemplar, físico ou digital, carrega a missão de contar uma visão da história da UEPG”.

O livro deve estar disponível para o público nas próximas semanas.

Informações e imagens: Divulgação/UEPG

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