Projeto de ressocialização de detentos promove melhorias em colégios estaduais de PG

 Projeto de ressocialização de detentos promove melhorias em colégios estaduais de PG

Programa utiliza mão de obra de cerca de 70 presos em 10 colégios estaduais de Curitiba e Região Metropolitana, Guarapuava, Francisco Beltrão e Ponta Grossa

Das assessorias

As atividades do programa Mãos Amigas foram retomadas pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional – Fundepar em escolas estaduais após suspensão devido à pandemia. São pequenos reparos, pintura e jardinagem realizados por uma equipe de cerca de 70 detentos em 10 colégios estaduais de Curitiba e Região Metropolitana, Guarapuava, Francisco Beltrão e Ponta Grossa.

Os serviços acontecem em unidades escolares e imóveis do patrimônio público pertencentes à Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. “O programa é uma oportunidade para a ressocialização. Ao atuarem na conservação e na manutenção dos espaços escolares, os detentos têm a chance de participar ativamente, de contribuir para a sociedade”, explicou o diretor-presidente da Fundepar, Alessandro Oliveira.

Em Curitiba, a Escola Estadual Helena Dionysio recebeu uma equipe do programa para fazer a roçada. “O terreno é muito grande e o mato estava ficando alto. O Mãos Amigas é extremamente positivo para nos ajudar com essa manutenção”, disse a diretora Sandra Golinski Pedrozo. Em outras ocasiões o programa já tinha executado a pintura e serviço de limpeza do terreno.

No Colégio Estadual Professora Leni Marlene Jacob, em Guarapuava, além da roçada, aconteceram serviços em hidráulica e de pintura de calçadas. “O resultado do trabalho ficou excelente. Foi além das nossas expectativas e deixou nossa escola ainda mais bonita”, avaliou a diretora Dilce Scandolara Cardoso.

Outra vantagem é a agilidade. Com o programa, uma necessidade pode ser solucionada em poucos dias, de forma eficaz e barata. Útil principalmente para as escolas que necessitam de reparos emergenciais, como um possível destelhamento após a ocorrência de vendavais.

O Mãos Amigas também contribui com a economia de recursos públicos uma vez que cada dia trabalhado reduz o tempo do preso no sistema prisional. Os detentos estão em regime semiaberto – a trabalham ou estudam fora, mas dormem na prisão. Além disso, há custo reduzido na mão de obra e na aquisição de materiais para o programa.

Estimativa do programa apontou uma economia de R$ 9 milhões desde a sua implantação em 2012 até o ano passado. Já passaram mais de 600 presos e o índice de reincidência é zero.

O programa foi ampliado para atender instituições de ensino em Curitiba e Região Metropolitana, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Francisco Beltrão, Cruzeiro do Oeste, Cascavel e Maringá. Em 2020, mais de 30 escolas já foram atendidas. Desde 2012 já aconteceram 500 intervenções em prédios escolares e públicos.

O Mãos Amigas é desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio de parceria entre o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Secretaria de Estado da Segurança Pública, pelo Departamento Penitenciário (Depen), e pela Paranaeducação.

Informações e imagens: Divulgação/AEN

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