24 de setembro de 2021

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Profissionais da Educação Física auxiliam na reabilitação de pacientes que tiveram Covid-19

 Profissionais da Educação Física auxiliam na reabilitação de pacientes que tiveram Covid-19

Cuidado e recuperação da saúde em nível multidisciplinar

Das assessorias

Desde janeiro, o Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) conta com profissionais da Educação Física na recuperação de pacientes com Covid-19. Em nível hospitalar, o HU é o único do Paraná a contar com esses profissionais para o trabalho nas alas Covid-19.  Atualmente, três profissionais credenciados e quatro residentes realizam trabalho no Hospital.

Os profissionais da Educação Física começaram a fazer parte do HU em 2017, quando a Residência Multiprofissional em Reabilitação iniciou a primeira turma. Na época, o programa destinava duas vagas para a área. Atualmente, eles trabalham com reabilitação de pacientes internados e ambulatoriais, além de se responsabilizarem pelas atividades de ginástica laboral.

“Eles trabalham de maneira integrada com outros profissionais, principalmente fisioterapeutas, discutindo os casos, para definir quais os pacientes serão assistidos por eles”, explica Grasieli Oliveira, coordenadora da Divisão de Fisioterapia e Educação Física.  Os pacientes realizam exercícios físicos nos atendimentos, como alongamentos, exercícios aeróbicos e resistidos, além de serem orientados sobre a importância da continuidade dessas atividades após a alta hospitalar. Todo trabalho feito pelos profissionais de Educação Física tem o objetivo de auxiliar na reabilitação motora, ganho de equilíbrio, força e massa muscular. Os exercícios físicos realizados também contribuem para a aumento da resistência cardiorrespiratória.

As práticas da reabilitação variam de acordo com a história clínica, exames, tempo de internamento e avanço da doença no organismo do paciente. Durante todo o atendimento, os profissionais monitoram os sinais vitais, principalmente frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, além de avaliações da força muscular.

Edher Antunes atua pela Residência Multiprofissional em Reabilitação e foi o primeiro profissional da Educação Física a trabalhar na recuperação de pacientes nos leitos clínicos Covid. No início da pandemia, os residentes de Educação Física iniciaram pesquisas relacionadas às repercussões da atividade física em pacientes com Covid-19. “Observando os benefícios da prática no período de internamento hospitalar e da nossa experiência prévia com pacientes internados, percebemos a necessidade de iniciarmos os atendimentos no período intra-hospitalar, o qual foi iniciado em janeiro de 2021”, explica. 

Os profissionais ainda trabalham pela continuidade da reabilitação após a alta, com avaliações do Ambulatório de Reabilitação Pós-Covid-19, em pacientes que necessitam de maiores cuidados no período após a alta hospitalar. A equipe dispõe de equipamentos para realização das sessões, como halteres e caneleiras de peso, faixas elásticas e cicloergômetros. “Destaco a evolução dos pacientes durante os atendimentos, os quais muitas vezes são restritos ao leito, apresentando dificuldades para sentar ou até se movimentar, mas ao final do período hospitalar conseguem realizar suas atividades de forma independente ou com mínima ajuda”, finaliza.

O levantamento de dados sobre exercício físico, tempo de hospitalização e gravidade dos casos de Covid-19 possibilitou a Bruno Margueritte unir sua experiência prévia com conhecimento científico. Residente do HU de 2018 a 2020, Bruno auxiliou o Hospital na pesquisa, juntamente com os residentes. “Ao incorporar profissionais de Educação Física, demonstramos para a comunidade que os pacientes que são hospitalizados aqui possuem tanto o melhor atendimento clínico possível, como também é pensado na forma como esse paciente vai receber a alta”.

Rafael Sochodolak, também residente e profissional de Educação Física, destaca a gratificação de acompanhar a evolução de pacientes graves, os quais muitos saem caminhando sozinhos depois de um longo tempo de internação. “O mais legal disso tudo é perceber que a nossa atuação está fazendo a diferença e sendo muito positiva, tanto na melhora da independência funcional, quanto no aumento da qualidade de vida desses indivíduos”.

Grasieli destaca que o trabalho realizado em conjunto, por uma equipe multidisciplinar, pode oferecer uma reabilitação integral ao paciente. “Tenho orgulho de trabalhar em uma instituição que preza por atendimento de qualidade e humanizado, mostrando que podemos e devemos proporcionar o melhor aos nossos pacientes”, completa.

Informações e imagens: Divulgação/UEPG

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