Preservação da cultura holandesa durante a pandemia é tema de live

 Preservação da cultura holandesa durante a pandemia é tema de live

O bate-papo virtual promovido pelo museu será na segunda e reunirá profissionais das colônias holandesas de Carambeí, Castrolanda e Holambra

Das assessorias

O Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, no dia 17 de maio, às 19h, realizará uma live com o tema A preservação e a difusão da cultura holandesa em tempos de pandemia. O bate-papo virtual será transmitido pelo site institucional (www.aphc.com.br/live) e integra a programação do museu para a 19ª Semana Nacional de Museus.

Com a proposta de debater as ações realizadas para preservação da cultura dos imigrantes holandeses, neste tempo de adversidades causada pelo COVID-19, foram convidados profissionais que representam a Colônia Castrolanda da cidade de Castro e a cidade de Holambra em São Paulo. “Decidimos fazer uma live para integrar a Semana Nacional de Museus convidando instituições e pesquisadores que também trabalham com cultura holandesa no Brasil. A live busca discutir entre esses profissionais técnicos, quais são as ações tomadas na difusão e preservação da cultura holandesa em tempos de pandemia”, conta Felipe Pedroso que é historiador e coordenador cultural do Parque Histórico.

O historiador continua relatando o motivo da escolha do assunto que será abordado. “O tema foi pensado por ser uma realidade que muitos profissionais de espaços de memória das colônias holandesas no Brasil têm passado. O setor cultural foi fortemente afetado pelo atual estado pandêmico, queremos discutir e debater ações para dar continuidade a projetos que promovam a valorização da história e cultura dos imigrantes dos Países Baixos. desta forma, convidamos a uma historiadora e Mestre em História que representa o Centro Cultural Castrolanda e um pesquisador Mestre de Patrimônio e Paisagem da colônia de Holambra em São Paulo. Acreditamos que esse diálogo será muito frutífero,”. João van Ham, turismólogo e Mestre em Ambientes Construído e Patrimônio Sustentável, concorda com Pedroso e complementa. “O tema torna-se relevante neste momento de pandemia porque trata do âmbito da cultura, uma área que sofreu grandes perdas recentes devido às interrupções na visitação dos espaços museais e na atividade turística.  A cultura holandesa no Brasil existente em ex-colônias é ainda muito pouco conhecida de maneira geral, por isso acredito que o debate seja importante neste momento para reunir as forças e as oportunidades e dividir as dificuldades e os desafios no que diz respeito à pesquisa, à preservação e à difusão desses bens culturais, sejam eles de natureza material ou imaterial”.

Samara Lima, Mestre em História e historiadora no Centro Cultural Castrolanda, afirma que é pertinente esse diálogo entre os profissionais e aposta na troca de experiências. “Vejo esse encontro como fundamental ainda mais no período conturbado e incerto que estamos vivendo, que afetou diversos setores, entre eles o cultural. Esse é o momento de aproximação, de firmarmos parceria e juntos debatermos as formas de gestão da memória e da identidade de nossos espaços museais. Fiquei muito feliz com o convite, é uma oportunidade de conversa e também de conhecimento, conhecer o outro e compartilhar experiências”.

O encontro deixou João animado, pois com o bate-papo entre os profissionais poderá conhecer como cada comunidade trabalha a preservação da cultura. “Acredito que será muito interessante ter três ex-colônias holandesas reunidas em torno do tema da preservação e difusão da cultura holandesa no Brasil. Teremos vivências, pontos de vista e informações diferentes e ao mesmo tempo complementares. Uma live como esta é de extrema relevância para compreendermos mais a fundo sobre as diferenças e semelhanças da presença da cultura holandesa no Brasil, no que diz respeito principalmente aos seus processos de preservação e difusão nos dias atuais”, afirma.

Apesar das comunidades representadas acolherem os imigrantes holandeses, mas que chegaram em períodos distintos e motivados por situações diferentes existem pontos em comum e divergentes que merecem ser apresentados. Lima concorda com o turismólogo que o diálogo será enriquecedor. “As três colônias têm tradições similares em alguns aspectos, mas diferem em tantos outros, vinculados a memória, a história e as identidades construídas e conservadas nos diferentes setores sociais. Essa conversa é uma chance de estabelecermos nossos locais de fala, de nos representarmos, não como uma história comum sobre a imigração de origem holandesa, mas um processo histórico que divide um vínculo de origem comum, mas possui diferentes datas, momentos, contextos e famílias”, ressalta Samara.

O bate-papo virtual é aberto a todos e trará muitas curiosidades sobre a preservação da cultura dos imigrantes holandeses. Felipe deixa aqui um convite para o público prestigiar o debate entre os profissionais e enriquecer com seus questionamentos. “Gostaria de convidar a comunidade em geral para participar e assistir a live, para que assim possam conhecer nossos respectivos trabalhos e nosso empenho em manter essa rica cultura em evidência. Esperamos por vocês!”

Informações e imagens: Divulgação/APHC

Digiqole ad

Notícias Relacionadas