Limpeza com pano de chão pode trazer riscos à saúde, alerta especialista

 Limpeza com pano de chão pode trazer riscos à saúde, alerta especialista

Equipamentos mais seguros, econômicos e eficientes substituem ferramenta de limpeza utilizada há gerações e garantem ambientes devidamente higienizados

Das assessorias

Uma das ferramentas mais utilizadas para a limpeza doméstica, o pano de chão pode gerar contaminação nos ambientes e ajudar a proliferar doenças quando não usado corretamente. De acordo com o doutor em Ciências Biológicas e coordenador dos cursos de limpeza profissional da Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities (Facop), Mário Guedes, a má utilização do pano de chão pode trazer riscos à saúde pela contaminação cruzada, que acontece por meio do transporte de micro-organismos de um local para outro. Ou seja, não se trata apenas de praticidade, mas de saúde. O pano utilizado no banheiro, por exemplo, pode carregar vírus, fungos e bactérias para a cozinha, a sala ou o quarto.

Um estudo realizado pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (Fess), em parceria com a Universidade de Barcelona, mostrou que a limpeza correta dos ambientes é fundamental para eliminar focos de transmissão de doenças. Segundo o estudo, o banheiro é o local com maior quantidade de germes em uma casa, o que torna a chamada contaminação cruzada um perigo que precisa ser evitado.

Seja seco ou umedecido com água e produtos de limpeza variados, é o pano de chão que costuma arrematar o processo de higienização de lares e até empresas em todo o Brasil. “Os avanços científicos, tecnológicos e também das relações de trabalho atualizaram os métodos de se realizar o asseio, tornando-os mais práticos, seguros e econômicos”, conta Guedes. Além dos produtos químicos corretos, é necessário que os equipamentos e materiais de limpeza sejam devidamente empregados, com a técnica adequada. Quando se trata de limpeza profissional, esse tipo de recurso é ainda mais ultrapassado. Atualmente, as ferramentas de trabalho dos profissionais de asseio e conservação são desenvolvidas especificamente para cada uma das funções desempenhadas no dia a dia. A mudança é tão necessária que o Museu da Limpeza, que será inaugurado pela Facop em 2021, exibirá o pano de chão entre as ferramentas históricas da limpeza profissional.

Quais são, então, as alternativas mais seguras e higiênicas para esse tipo de trabalho? Segundo o biólogo, existem novas tecnologias e uma das melhores opções é o mop, mais eficiente, ergonômico, econômico e com um melhor resultado. “O mop é um utensílio desenvolvido para a limpeza e desinfecção de pisos, composto por um cabo com suporte para um refil, que pode ser composto por diferentes materiais, formatos e tamanhos, mas, em geral, feito de tecido capaz de recolher sujidades secas ou com franjas capazes de reter líquidos, seja para aplicação de produtos de limpeza ou para absorção de sujidade do ambiente”, explica. Por se tratar de um equipamento criado puramente para essa finalidade, ele garante a aplicação correta dos produtos de limpeza, diminui o contato do usuário com esses produtos e traz mais segurança e agilidade para os processos.

Quando bem utilizado, o mop otimiza o processo de limpeza e desinfecção e permite redução do desperdício de produtos químicos. Além disso, também há ganho na produtividade, o que diminui o risco de lesão por esforço repetitivo ou dores causadas pelo uso do equipamento, por exemplo.

Como escolher o mop perfeito?

Embora o mop já frequente as prateleiras de supermercados e lojas de departamento há algum tempo, ainda podem restar dúvidas sobre seu uso devido à grande variedade de modelos, aplicações e valores. Guedes explica as diferenças entre os principais tipos de mop e para que serve cada um deles.

mop pó é utilizado para a limpeza seca, sem uso de água ou de produtos químicos, e pode ser encarado como um substituto para a vassoura. A vantagem desse tipo de ferramenta sobre a vassoura é que seu refil de tecido tem função eletrostática, ou seja, “retém as partículas de sujidade soltas, como pó, poeira e outros detritos, evitando que elas fiquem em suspensão e se espalhem no ambiente”, diz o biólogo. Os refis podem ser lavados e reutilizados. 

Por sua vez, o mop úmido – ou esfregão – é composto, além do próprio mop, por um balde espremedor. É ali que deve ser colocado o produto de limpeza para aplicação, seguindo a diluição recomendada pelos fabricantes. Ele é ideal para aplicar esses produtos de limpeza no piso, de modo a remover a sujidade que o mop seco não conseguiu retirar. Segundo Guedes, “esse equipamento proporciona um contato mínimo com o produto químico e também com a sujidade e é indicado para realizar a limpeza e desinfecção dos ambientes”.

Outro modelo disponível no mercado é o mop spray, com um reservatório para produto químico acoplado ao cabo que dispensa esse produto em direção ao piso. “É um modelo bastante versátil, que pode ser utilizado em limpezas úmidas pontuais e em áreas pequenas”, finaliza o especialista.

Passo a passo da limpeza perfeita

A faxina ideal em qualquer ambiente passa por duas etapas obrigatórias: a limpeza e a desinfecção. Enquanto a limpeza é a eliminação da sujeira visível, como poeira e manchas, a desinfecção é a eliminação dos micro-organismos – fungos, vírus e bactérias -, a sujeira “invisível”. Essa só pode ser realizada com a ajuda de produtos desinfetantes.

“Via de regra, para a limpeza, devemos retirar o pó utilizando uma vassoura, mop pó ou aspirador. Depois, no balde, já com um produto químico diluído (detergente ou multiuso), deve-se utilizar o mop úmido ou mop spraypara aplicar este produto no piso. Por fim, deve-se proceder a desinfecção, repetindo o passo anterior, mas alterando o produto para um desinfetante e mudando o refil do mop para garantir que não ocorra a contaminação cruzada”, detalha Guedes.

Sobre a Facop

A Fundação do Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities (FACOP) é o resultado da união dos sindicatos patronal (SEAC-PR) e laboral (Siemaco) do setor do asseio e conservação. Ela funciona com três unidades de negócio – Centro de Educação Profissional Nahyr Kalckmann de Arruda (CEPNKA), Central de Empregos, e SESMT Coletivo – de modo a prestar apoio ao setor na capacitação, encaminhamento para vagas de emprego e medicina e segurança do trabalho. A Facop trabalha com a educação e a profissionalização como ferramenta para a emancipação social e a melhoria constante dos serviços oferecidos pelas empresas. Desde sua fundação, em 2002, já são mais de 70 mil certificados emitidos pela instituição. Em breve, a Facop vai lançar o primeiro Museu da Limpeza Profissional em todo o mundo, que conta a história do setor.

Informações e imagens: Divulgação/Facop

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