Obras da Souza Naves causam indignação em comerciantes locais

 Obras da Souza Naves causam indignação em comerciantes locais

Revitalização do trecho urbano da BR-373 inclui a construção de dois viadutos, um no km 173, na região do Sabará, e outro no km 180, na região da Bocaina

Por Gabriel Fornazari

No mês de agosto iniciaram as obras de revitalização da Avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373, em Ponta Grossa. As melhorias incluem a construção de dois viadutos, um no km 173, na região do Sabará, e outro no km 180, na região da Bocaina. Desde que o projeto foi anunciado, muitos moradores e comerciantes da região se mostraram preocupados e até mesmo contrários às obras.

“É até uma ideia interessante, e o desenvolvimento da cidade é necessário, mas a forma como estão fazendo está sendo completamente prejudicial”, relata Ricieri Piana, dono da loja Geraldo Turbinas, localizada na Avenida Souza Naves. Ele também acrescenta que, mesmo que a ideia original fosse evitar acidentes, eles continuam acontecendo na região, principalmente por conta do fechamento de diversos retornos. 

As preocupações do comerciante vão desde problemas de infraestrutura e preocupação com o dinheiro destinado a obra até reclamações de que a mesma está atrapalhando seu trabalho. “O maior sentimento é a indignação, já que isso afetou muito meu trabalho e a clientela diminuiu em cerca de 40% no último mês, desde que as obras começaram”, completa Ricieri. 

 De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, os viadutos trarão desenvolvimento e melhor locomoção para Ponta Grossa e aqueles que frequentam as estradas. “A cidade já estava em necessidade das obras há tempos. Elas são necessárias para melhor a infraestrutura das estradas e também para evitar o grande número de acidentes que vinham ocorrendo região”, segundo relato. 

As obras são resultado do acordo de leniência entre a Concessionária CCR-Rodonorte e o Ministério Público Federal (MPF) e devem custar R$ 55 milhões. Os trabalhos estão previstos para serem entregues em novembro de 2021, mais de um ano depois do início, representando uma apreensão aos comerciantes e uma oportunidade de crescimento para o governo.   

Imagen: Reprodução/AEN

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