
Doença de Newcastle em SC: foco em granja de perus é confirmado
Propriedade em Nova Itaberaba foi interditada; Ministério da Agricultura afirma que produtos avícolas inspecionados seguem seguros para consumo.
O Ministério da Agricultura confirmou, em 18 de outubro de 2026, um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O vírus foi identificado durante a vigilância sanitária e confirmado por exames laboratoriais, segundo o ministério. As aves da propriedade não apresentavam sinais clínicos, informou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
O caso foi anunciado pelo ministro André de Paula em 19 de outubro de 2026. A granja foi interditada e a movimentação de aves, suspensa. Segundo apuração da TV Globo divulgada pelo g1, o estabelecimento tem 6.000 animais.
Como o foco em Santa Catarina está sendo controlado
A Cidasc e o Ministério da Agricultura iniciaram medidas para conter e eliminar o foco. De acordo com a Cidasc, elas incluem o sacrifício sanitário das aves e a limpeza e desinfecção das instalações.
Dados divulgados sobre a granja e a área sob monitoramento
- 6.000Granja afetadaAnimais, segundo apuração da TV Globo
- 133Área monitoradaGranjas, segundo o ministério
- 18 de outubro de 2026Confirmação do focoData informada pelo ministério
A vigilância abrange Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Segundo o ministério, a área de monitoramento inclui 133 granjas. O órgão informou que notificará a Organização Mundial da Saúde Animal e os parceiros comerciais do Brasil sobre a ocorrência.
O que é a doença de Newcastle e quais são os sintomas
A doença de Newcastle é uma infecção viral que afeta aves domésticas e silvestres, inclusive perus e galinhas. Segundo o Ministério da Agricultura, ela é causada por um vírus do grupo dos paramixovírus aviários, conhecido como APMV-1.
A Cidasc aponta três grupos de sinais que podem aparecer nas aves:
- Respiratórios, como dificuldade para respirar;
- Nervosos, como alterações de movimento;
- Digestivos, como diarreia.
Também pode ocorrer inchaço da cabeça. A ausência desses sinais não descarta a presença do vírus: no foco de Nova Itaberaba, ele foi detectado em exames, embora as aves não apresentassem sintomas, conforme a Cidasc.
Como a doença é transmitida e prevenida
Entre as aves, o vírus pode passar por contato direto e ser eliminado nas fezes e em aerossóis, segundo o material de referência sobre a doença. A circulação de aves migratórias infectadas também pode levar o vírus a diferentes regiões, de acordo com o g1.
A prevenção envolve vigilância dos plantéis e medidas de biosseguridade nas granjas. A Cidasc orientou o reforço dessas medidas após a confirmação do foco. O material de referência também registra a vacinação como forma de prevenção e informa que não há tratamento para a doença nas aves.
Carne de aves e ovos podem ser consumidos?
Carne de aves e ovos de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial continuam seguros para consumo, segundo o Ministério da Agricultura e a Cidasc. A identificação pode ser feita pelos selos presentes na embalagem:
- SIM, de inspeção municipal;
- SIE, de inspeção estadual;
- SIF, de inspeção federal.
A doença de Newcastle afeta humanos?
A infecção em humanos é rara, segundo o Poder360. O g1 informa que o contato com o vírus pode causar conjuntivite transitória, que pode durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, não pelo consumo de produtos avícolas inspecionados.
