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Educação Integração

Semana de Acolhida da UEPG integra calouros e veteranos

Neste ano, 6.093 veteranos acolheram 1.609 calouros, ingressantes em 39 cursos da instituição

13/05/2022 às 17h35
Por: Redação Fonte: Divulgação/PMPG
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Foto: Divulgação/PMPG
Foto: Divulgação/PMPG

Nesta semana, iniciou o ano letivo de 2022 na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Calouros e veteranos se uniram para conhecer seus cursos, arrecadar alimentos e integrar gerações. Neste ano, 6.093 veteranos acolheram 1.609 calouros, ingressantes em 39 cursos da instituição.

Conhecendo a Universidade

Na manhã desta sexta-feira (13), os calouros de Agronomia e Zootecnia conheceram a estrutura da Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon). Pela manhã, os calouros de Agronomia identificaram as plantações e os espaços na fazenda. “Conhecemos o pomar, os piquetes de pesquisa e o maquinário”, conta o calouro Andrei Janisch. “A gente teve contato com o que deve ser a nossa realidade diária no curso”, adiciona a caloura Isabela Oliveira Reinert.

Já os calouros de Zootecnia passaram a manhã pintando os muros da Fescon e conheceram as estruturas de bovinocultura, suinocultura, ovinocultura e de ordenha. A caloura de Zootecnia Gabrielle Barbosa de Lara se sentiu muito bem acolhida pelos veteranos e os professores. “Eu fiquei um pouco nervosa, mas estou gostando. A Universidade é muito grande”, brinca.

Um almoço diferenciado

No curso de Engenharia de Alimentos, a manhã de terça (10) começou com um tour pelos laboratórios e uma orientação com professores, veteranos e integrantes da empresa júnior Master. “Apresentamos áreas que serão aprofundadas durante a graduação, as áreas em que os calouros poderão atuar e as diversas oportunidades que o curso oferece, com a participação especial de uma egressa”, comenta a presidente da Master, Elizane dos Santos. Enquanto isso, veteranos e professores estavam na Padaria Experimental do curso, preparando um lanche especial para os calouros: pizza.

Para a veterana Carol Vantroba, a recepção aos calouros foi muito gratificante. “O momento das pizzas já é tradição do nosso curso”, conta. A tradição foi retomada após o ano letivo que iniciou em regime remoto. Rayssa Teixeira, atualmente no segundo ano, faz parte da turma que não teve a “famosa pizza de acolhida”. “As expectativas eram muito altas, e ficamos muito felizes que deu tudo certo. Sabemos da importância desse momento de integração entre os calouros”, completa.

Vantroba frisa que os primeiros dias de aula podem ser bem confusos, mas que é fundamental apresentar o curso e suas oportunidades aos calouros. “Nossa intenção é que todos se sintam acolhidos e abraçados pelo curso, para que saibam que aqui eles não estão sozinhos. É uma rede de apoio. E nada melhor para integrar o pessoal que degustar uma pizza feita pelos veteranos”, brinca.

A acadêmica Missane Antisko conta da animação dos calouros. “É fofo ver eles diante do tamanho da UEPG, ficam perdidos. Acho que, quando os calouros fazem o Vestibular, eles não sabem exatamente o que é o curso. Mas com as apresentações e a pizza, já dá uma animada. Ainda mais sabendo que eles vão ter algumas disciplinas de “comer” digamos assim”, continua.

Trote Solidário

Na manhã de terça-feira (10), os calouros de Agronomia tiveram orientações com veteranos e professores. Em seguida, os calouros conheceram os laboratórios e diferentes espaços do curso. Na reunião de orientação, estiveram presentes os professores Rodrigo Matiello, Silvana Ohse, Orcial Ceolin Bortolotto, Pedro Henrique Weirich Neto, Ricardo Antônio Ayub e Adriel Ferreira da Fonseca. O evento foi organizado pelo Centro Acadêmico de Agronomia.

Pela tarde de terça, os cursos do Secate participaram de um trote solidário conjunto. Estiveram envolvidos mais de mil de acadêmicos de Agronomia, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computação, Engenharia Civil, Engenharia de Software, Engenharia de Materiais e Zootecnia. Participaram da organização do trote solidário membros dos centros acadêmicos de Agronomia e Engenharia de Materiais, além da empresa júnior Master e associação atlética universitária Los Bravos.

“Os calouros foram divididos em grupos e saíram pelas vilas de Uvaranas em busca de alimentos para cestas básicas, que irão ser doadas para Instituições de caridade”, complementa Rayssa Teixeira, do curso de Engenharia de Alimentos. Na tarde de quarta-feira (11), os acadêmicos repetiram o processo pelos bairros da Santa Paula e Nova Rússia”, comemora Teixeira.

A egressa de Agronomia Camila Freitas prestigiou a atividade após ter participado em 2015 e 2016. “O trote solidário precisa ser um ícone dentro da Universidade, para demonstrar a integração entre calouros e veteranos”, compreende. “Os trotes violentos são coisa do passado. Com o trote solidário, a gente mostra pra sociedade o retorno que a Universidade pode dar”, frisa.

“Às vezes, por causa da pandemia ou do desemprego, algumas famílias passam necessidade. O trote solidário é uma maneira pequena e simples de conseguirmos ajudar algumas famílias”, pontua o calouro de Engenharia de Alimentos, Thiago Konofal. “Foi uma experiência muito boa ver as pessoas se ajudando. É algo que fica pra vida toda”, soma Andrei Janisch, calouro em Agronomia.

Na quinta-feira (12), os acadêmicos visitaram instituições de caridade. “Fomos para o Instituto João XXIII, para realizar uma integração com as crianças”, adiciona a veterana de Agronomia Débora Ribas. 

O presidente do Centro Acadêmico de Agronomia, Murilo Freitas, agradeceu a colaboração de todos que doaram alimentos para o trote. “A gente sabe que não foi um ano fácil, mas todas as ajudas foram muito importantes. No total, arrecadamos aproximadamente 1,7 toneladas de alimentos”, finaliza.

Tarde na natureza

Na tarde de quarta-feira (11), os calouros de Licenciatura em Ciências Biológicas visitaram o Parque de Natureza do Buraco do Padre. “Esse processo de acolhida e integração é fundamental para que esses alunos se sintam pertencentes ao curso e a instituição. Além disso, esse evento proporciona o contato com professores e alunos de diferentes anos do curso”, avalia o professor Rodrigo Silva, que acompanhou os estudantes na atividade.

O evento, tradicional no curso, não aconteceu em 2020 e 2021. “Isso prejudicou bastante a integração dos estudantes que ingressaram nestes anos”, comenta Silva. Organizado pela professora Jesiane Batista em conjuntos com outros professores e veteranos do curso, a visita foi a atividade pensada para “celebrar a chegada dos novos estudantes e o nosso retorno presencial à UEPG”, conforme Silva. “Para isso, nada melhor que os levar para realizar uma trilha em um ambiente natural”.

 

Acolhida Institucional

No primeiro dia de aulas, na segunda-feira à noite, alunos do curso de Direito, Serviço Social e Letras (Português, Inglês e Espanhol) foram recepcionados pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), no Auditório da Reitoria, Campus Central. No evento, foram apresentadas as principais pró-reitorias e setores da UEPG, de forma a recepcionar e orientar os novos alunos sobre o funcionamento da Universidade e da vida acadêmica.

Amanda Dombrowski está na segunda graduação na UEPG, mas, mesmo assim, a expectativa e a ansiedade para o início da nova jornada acadêmica são grandes. “Eu já conheço a UEPG. Sou formada em jornalismo, e agora no curso novo, depois da pandemia, as expectativas são aprender mais coisas e conhecer uma área diferente”, conta.

O reitor, professor Miguel Sanches Neto, saudou os novos e enfatizou o ensino de excelência ofertado pela Universidade Pública. O pró-reitor de graduação, Carlos Willians Jacques Morais, apresentou a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) aos novos alunos, destacando suas principais atividades e em que situações os alunos podem ser atendidos pelo órgão.

O professor Paulo Vitor Farago, Diretor de Pesquisa, representou o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, Giovani Fávero, e explicou aos alunos sobre Iniciação Científica, bolsas de estudo e Projetos de Extensão. A pró-reitora de assuntos estudantis, professora Ione Jovino, e a Diretora de Ações Afirmativas e Diversidade (DAAD), Cristiane Gonçalves de Souza, além de falarem sobre outros setores da UEPG, como Prograd, Propesp, Escritório de Relações Internacionais e do funcionamento das Bibliotecas,  falaram sobre as atribuições da Prae e seu papel junto à assistência estudantil.

O calouro Fernando Andrade foi aprovado no curso de Licenciatura em Pedagogia e disse estar ansioso para aprender mais e dar os primeiros passos na carreira que escolheu seguir por amor. “A minha expectativa para o curso é aprender muito sobre educação, me formar um bom profissional, um bom pedagogo, um bom professor; poder auxiliar e contribuir pra sociedade nessa área, que é tão importante”, afirma.

Durante toda a segunda-feira, os alunos do Diretório Acadêmico Conceição Evaristo (Dace), do curso de Letras, realizaram uma feira do livro no bloco A, no corredor em frente ao Auditório da Reitoria. Os títulos, vendidos a partir de dez centavos, vieram de doações dos professores do Departamento de Estudos da Linguagem (Deel), com o objetivo de reunir fundos para o Dace. A feira prossegue enquanto ainda houver acervo disponível para venda, na sede do Dace, no Bloco B.

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