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Ensino Formatura

UEPG gradua 888 alunos em formaturas institucionais

Nesta semana, a Universidade Estadual de Ponta Grossa reafirmou a sua existência na formatura institucional de 888 alunos

04/03/2024 às 15h41
Por: Redação Fonte: UEPG
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Divulgação
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Nesta semana, a Universidade Estadual de Ponta Grossa reafirmou a sua existência na formatura institucional de 888 alunos. Com emoção, felicidade e orgulho, as noites de solenidade marcaram a entrega de diploma a bacharéis e licenciados dos cursos de graduação, de 26 de janeiro a 01 de março. As cerimônias aconteceram no Clube Verde Sede Social e contaram com a presença de autoridades universitárias, familiares e amigos dos formandos. Nesta quarta-feira (06), ainda ocorrerá a formatura dos 35 alunos do curso de Direito em Telêmaco Borba e Pedagogia EAD.

A UEPG é espaço de inclusão. Jéssica dos Santos Paiva sabe bem disso. Formada em Pedagogia, ela é pessoa com deficiência visual e não esconde a gratidão por finalizar os quatro anos de estudo intenso. “Eu consegui vencer, tive desafios por conta de ser uma das primeiras pessoas com deficiência visual no curso, mas juntos os alunos e professores cresceram e evoluíram”. A entrada da formanda na solenidade contou com aplausos efusivos da plateia. A entrega do diploma, pelas mãos do reitor, foi no local em que estava sentada, com apoio das colegas que estavam ao lado. “Tive uma turma excelente, que  cooperou muito para minha jornada, e isso e tudo se resume em alegria”. Os sonhos ainda vão longe: Jéssica já iniciou 2024 no Mestrado em Educação. “A pessoa com deficiência é capaz, ela precisa e deve conquistar o seu espaço. Assim como eu consegui, elas também conseguem e eu acredito que a nossa estadia na UEPG foi um divisor de águas em relação à inclusão”, completa.

Ao lado de Jéssica, estava Tamires Aparecida de Lima, também pessoa com deficiência visual e aluna de Pedagogia. “Para mim, é muito gratificante o meu processo de graduação, não foi nada fácil, mas é especial saber que estou me formando em uma universidade pública”. Os estudos na UEPG não serviram apenas de aprendizado para ela, mas também para todos que conviveram com as alunas durante os quatro anos, segundo Jéssica. “Estar na UEPG como deficiente visual mostra que nós temos um lugar de fala e também o lugar de ensino, principalmente na área da educação. Por isso, é uma conquista que mostra para todos que é possível uma pessoa com deficiência estar aqui, com o diploma”.

O olhar de orgulho era nítido em todos que estavam no palco. Terezinha Pelinski observou com emoção seu marido, o servidor Sebastião da Silveira Filho, entregar a ela o diploma de Pedagogia a distância. “A UEPG abre muitos caminhos para nós, e agora com a formatura esses caminhos nos levam a outras oportunidades”, destaca. São várias conquistas na vida de Terezinha. A formanda também é Enfermeira no Hospital Universitário, a primeira profissional de saúde da cidade a receber a vacina da Covid-19 e agora é uma das acadêmicas que foi laureada – um reconhecimento destinado aos graduandos que apresentaram desempenho curricular exemplar durante o período em que desenvolveram suas atividades acadêmicas. Apenas na segunda-feira (26), foram entregues 51 Láureas, maior número já registrado pela instituição, parte das 125 concedidas durante a semana.

Assim como Terezinha, outros 61 estudantes dos cursos EAD colaram grau junto com os formandos dos cursos presenciais. “É uma sensação muito boa estar aqui com o dever cumprido e abrindo caminhos para nós trabalharmos junto à sociedade, porque a universidade nos deu a base agora nós temos que aplicar na nossa comunidade, visando o bem-estar da população de forma geral”, completa.

Esforço e competência

Há cerca de cinco anos, a família de Marcos Krul tinha muito o que comemorar. Aprovado em diversos vestibulares, ele podia escolher a universidade de preferência: e a opção foi pelo curso de Engenharia de Computação da UEPG, mesmo sendo a mais distante do seu município de origem, Itaiópolis, em Santa Catarina. Na noite de terça-feira (27), os familiares vieram acompanhar a conclusão dessa etapa e não escondiam o orgulho do filho, que recebeu a láurea acadêmica pelo desempenho durante o curso. Ele já tinha feito as contas e esperava pelo momento com uma ansiedade que se somava à alegria e alívio de finalizar o curso de graduação. “Foi bem especial para mim. Um prêmio a mais pelo esforço”, comemorou. Foi dom ou esforço? “Esforço”, garante ele, rindo.

“As pessoas que chegam hoje nesta solenidade não são mais aqueles alunos do começo da graduação. Vocês amadureceram, e não digo apenas do ponto de vista de conhecimento técnico-científico”, descreveu a paraninfa da noite de terça-feira, professora Fernanda Brtekailo. Ela, que é docente do curso de Engenharia Civil e que falou em nome dos demais professores homenageados na noite que graduou os formandos dos cursos de Engenharia, Ciências Agrárias e Tecnologia, enfatizou que os anos de Universidade ficarão para sempre marcados para os formandos pelo amadurecimento pessoal, experiências, amizades e superação de desafios. “Tenho certeza que esta caminhada foi marcada por muito esforço, privações e dificuldades. Mas valeu a pena! Vocês conseguiram!”, celebrou. “Hoje é uma noite muito especial. Que vocês possam lembrar dela com muito carinho. Desejo sucesso e felicidade perene nas suas vidas profissionais!”.

Valorização da jornada

“Uma diversidade a ser celebrada”. Assim a professora Claudia Bonardi Kniphoff definiu, em seu discurso, os alunos graduados na terceira noite das formaturas institucionais. A diversidade que ela aponta se mostrou pela variedade de cursos que formaram seus alunos na quarta-feira (28). A UEPG graduou 167 acadêmicos, dos cursos de Direito e do Setor de Ciências Exatas e Naturais, que compreende os cursos de licenciatura e bacharelado em Física, Química, Geografia e Matemática. “Esta celebração não é sobre conquistar um diploma e encerrar uma etapa, mas iniciar uma nova jornada. Nesta nova fase, não se deixem cair na tentação da arrogância intelectual e defendam o patrimônio mais importante da nossa instituição: o conhecimento”. 

Nesta jornada do conhecimento, as amizades feitas durante a graduação se mostram valiosas no momento da formatura. Quem aponta isso é a formanda Carla Eduarda de Oliveira, de Bacharelado em Geografia. “É muito bom olhar para o lado e ver as pessoas que viveram esta jornada comigo, passamos por muitas coisas juntos”. A (agora) geógrafa revela que pretende voltar para a UEPG como mestranda em um futuro próximo.

O milésimo formando

A formatura da noite de quinta-feira (29) ganhou contorno especial aos mais novos jornalistas em Ponta Grossa. Foi a noite que a UEPG chegou ao milésimo jornalista formado. A marca foi motivo de comemoração a toda a comunidade universitária do curso. Leonardo Ribeiro Duarte recebeu o diploma coberto de olhares felizes e orgulhosos pela história que acabava de ser escrita. “Fiquei muito feliz por ter vivenciado esse momento. Eu paralisei, por um segundo levei um susto, e para mim é uma honra enorme, porque nosso curso é respeitado dentro e fora da UEPG”, comemora. O jornalista já tem planos para atuação no mercado de trabalho, levando na bagagem tudo o que aprendeu durante a graduação. “Os professores que tive são ótimos, e vai ser uma base perfeita para me ajudar enquanto profissional e também a entrar no mercado de trabalho, tanto na parte teórica, quanto na parte prática”.

“Temos um quadro docente qualificado, uma forte conexão com o mestrado e um projeto pedagógico que dialoga com desafios, transformações e potencialidades do campo do Jornalismo e da profissão”, detalha o coordenador de curso, Felipe Pontes. O professor é egresso da UEPG e hoje preside a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor). Felipe, que também leciona no Mestrado em Jornalismo da UEPG, soma-se a outros 17 professores doutores do quadro departamental da graduação. “Uma das ênfases atuais da nossa oferta é a verticalização da formação em Jornalismo, uma vez que o estudante inicia na graduação e pode realizar o mestrado e, futuramente, talvez, o doutorado, uma vez que nosso projeto está em fase final de avaliação pelo Ministério da Educação”, informa.

Um dos pontos altos de 2024

Nada transforma mais uma vida do que a experiência em uma universidade marcada pela diversidade de ideias e de experiências. É o que o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, afirmou durante o discurso aos formandos. Para ele, os formandos hoje são outros, sem deixar de ser quem sempre foram, “porque esta transformação acrescenta à nossa identidade novos elementos, nos modifica potencializando quem somos. É um caminho para as descobertas que abrem nossos olhos, nossa menta e nossa sensibilidade”.

Os alunos que receberam o diploma na última semana fazem parte do que passaram pelos desafios de cursar uma graduação durante o período pandêmico. “Foi, no entanto, uma oportunidade de aprender novos formatos do processo de ensino e aprendizagem. Tivemos que mudar nossa forma de dar aula, nosso calendário ficou atrasado, as tarefas se multiplicaram, e mesmo o que era algo tão corriqueiro, como fazer formaturas, se tornou complexo”. Porém, passado este tempo, a UEPG agora retorna com seu calendário plenamente normalizado. “Mais uma vez o milagre da formatura se manifesta, já com a universidade dentro do seu calendário normal. 2024 caberá em 2024”, destaca.

Desde 2019, a UEPG é ainda mais inclusiva e plural. Todos os que colam grau realizam conjuntamente a solenidade, de forma inteiramente gratuita, desde a celebração até as fotos. “Com estas formaturas institucionais, feitas com muito empenho e dedicação, ainda unimos cursos de áreas diferentes, demonstrando que em uma sociedade as conquistas não podem ser de uma corporação, de um grupo, e sim coletivas”, afirma o reitor.

A semana de formaturas veio após outra especial para a instituição, a de recepção dos calouros, fala em destaque do vice-reitor, professor Ivo Mottin Demiate. “E hoje temos a alegria de graduar novas turmas de profissionais, que certamente farão a diferença por onde quer que passem”. Nestes últimos 55 anos, a UEPG realiza o ritual de colação de grau, numa solenidade tradicional, “mas nunca igual! Para cada um que está aqui, familiar, formando ou docente, este é um momento inigualável, um marco de trajetórias únicas”. Segundo Ivo, a formatura é o símbolo de sonhos realizados e é também o anúncio de outras tantas conquistas profissionais possíveis. “Teremos orgulho de ver vocês levando o nome da UEPG aonde quer que  vão, seja para outros países, seja para as suas comunidades mais próximas”.

A UEPG é para todos e todas. Como finaliza o reitor, aos profissionais formados pela universidade pública, gratuita e de qualidade: “Não deixem de valorizar os pobres, de tentar mudar a vida dos que mais precisam, de contribuir para que a sociedade se desenvolva como um todo. Não nutram ódio aos pobres, façam deles um público de suas ações profissionais. É a maneira mais nobre de retribuir pelos estudos recebidos aqui. É esta riqueza maior que a universidade quis transferir para vocês. Uma riqueza que não é econômica, mas existencial. Saibam transformar os conhecimentos adquiridos nos bancos universitários em algo que seja para todos e principalmente para a sua satisfação pessoal”.

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