25 de setembro de 2021

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“Só preciso saber quem ele é”, diz mãe que busca reencontrar o filho após 57 anos

 “Só preciso saber quem ele é”, diz mãe que busca reencontrar o filho após 57 anos

Cecília Szipanski Rocha engravidou aos 18 anos e precisou entregar o filho para a adoção, por não ter sido aceita como “mãe solteira” por sua família

Por Cícero Goytacaz

Aos 18 anos de idade, Cecília Szipanski Rocha engravidou e se viu sozinha e desamparada. Sem o apoio do ex-companheiro, que não quis assumir a criança, e sem o suporte da família, que não aceitava o fato dela se tornar ‘mãe solteira’, Cecília mas não tinha condições criar seu filho. Foi então que tomou a decisão de entregar o filho para a adoção, na antiga Maternidade Sant’Ana, após 43 dias de seu nascimento, em 05 de abril de 1964.

“Eu era empregada doméstica em uma família de baixa renda, que já tinham seis filhos e a patroa também ia ter um bebê, quase junto com o meu filho”, conta Cecília. Como sua família não aceitava sua gravidez e a família onde trabalhava também não teria condições de ajudá-la, ela não encontrou outra saída a não ser entregar o filho para a adoção na expectativa que alguma família de melhores condições pudesse dar uma vida confortável a ele. “Minha família não me aceitava e na família de onde eu trabalhava seriam oito crianças. Então, exatamente 43 dias depois, com muito sofrimento, eles me aconselham a dar a criança para adoção”, relata.

Passado o tempo, Cecília se casou e teve outros cinco filhos. Segundo ela, uma família maravilhosa foi construída, e durante 40 anos guardou sua história em segredo. Hoje, viúva, Cecília mora no município de Carambeí, no bairro Jardim Brasília, e mantém vivas suas esperanças de reencontrar seu filho. “Um dia precisei consultar com um médico oncologista, o qual prefiro preservar o nome. Ele é filho da pessoa que levou o meu filho da maternidade, é de família ponta-grossense, então pensei que poderia ser o meu filho”, comenta. “Se o meu filho for encontrado e não quiser aproximação, eu vou respeitar a sua vontade. Mas só preciso saber quem ele é”, conclui.

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