“Imunidade pós-vacina pode demorar semanas”, alerta Everson Krum

 “Imunidade pós-vacina pode demorar semanas”, alerta Everson Krum

Vice-reitor e docente do curso de Farmácia alerta para o fato de que imunidade ofertada pela vacina pode demorar até três semanas e pede “cautela” da população

Das assessorias

O professor Everson Krum, vice-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e docente do Curso de Farmácia da Instituição, destaca que a vacinação contra a covid-19 não garante imunidade automática ao paciente. Doutor em Hematologia, Everson ressalta que estudos já realizados em hospitais brasileiros mostram que a Coronavac, por exemplo, demora até três semanas para fornecer anticorpos para os pacientes vacinados. 

O especialista ressalta que a situação em Ponta Grossa demanda cuidado e cautela. “Temos estudos que mostram que há pacientes que demoraram até três semanas para terem, de fato, os anticorpos contra o vírus após tomarem a vacina. É fundamental que as pessoas entendam isso e entendam também a importância de seguir se cuidando, usando máscara e lavando as mãos”, conta Everson.

O vice-reitor da UEPG salienta ainda o fato de que há uma notável escassez de vacina contra a covid-19 e que a vacinação é apenas um primeiro passo para o combate ao vírus. “Os estudos controlados realizados com a Coronavac mostram que existem reações diferentes entre os pacientes vacinados. Mas é fundamental aguardar ao menos três semanas para que o corpo produza os anticorpos”, conta Everson.

Krum cita como exemplo os testes laboratoriais de controle de qualidade, validação e calibração que têm sido realizados e mostram que, após a primeira dose da vacina Coronavac, há três tipos de resposta nos pacientes. “Os primeiros são aqueles que já tiveram Covid e já apresentam, neste momento, defesa imunológica contra nova infecção pelo vírus. Mas como não há evidências sobre possibilidade de transmissão ou reinfecção, estas pessoas devem continuar com os cuidados de prevenção”, salienta Everson. 

O especialista ressalta que há um segundo tipo de resposta que inclui aqueles pacientes que não foram infectados pela covid. Deste grupo, os estudos mostram que ainda não apresentam defesa contra o vírus 21 dias após a vacinação. “Desta forma, esse segundo grupo estaria suscetível a infecção mesmo após três semanas de aplicação da 1ª dose e também primordialmente necessitam manter os cuidados de prevenção já amplamente divulgados”, lembra Everson. 

O professor e vice-reitor da UEPG cita ainda que há ainda um terceiro grupo de pacientes, que não tinham tido infecção pela covid e tomaram a primeira dose da vacina. “Membros deste grupo acabaram se contaminando pela covid-19, mostrando assim que somente a primeira dose da vacina não é suficiente para prevenir a infecção, necessitando a dose complementar. Mais uma vez, é reforçado que são necessários os cuidados de prevenção para impedir que sejam contaminados”, destaca Everson. 

Números em Ponta Grossa

De acordo com a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG), até esta quinta-feira (18) foram vacinadas 8.392 pessoas na cidade, entre elas estão profissionais da saúde (linha de frente), idoso que vivem em instituições de longa permanência e mais recentemente profissionais que atuam em farmácias.

Informações e imagens: Divulgação/Assessorias

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