Covid-19 pode causar danos irreversíveis à visão

 Covid-19 pode causar danos irreversíveis à visão

Doença pode causar sérias lesões vasculares nos olhos, comprometendo a retina de forma irreversível em até 20% dos pacientes que contraíram a forma mais severa

Das assessorias

Com mais de 14 milhões de casos confirmados e quase 400 mil mortes no Brasil, mesmo com mais de um ano de pandemia, continuam surgindo novas – e preocupantes – descobertas sobre os efeitos causados pela Covid-19. Uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros, publicada na revista Ocular Immunology and Inflammation Journal, aponta que a doença pode causar sérias lesões vasculares nos olhos, comprometendo a retina de forma irreversível. O estudo estima que o problema pode afetar até 20% dos pacientes que contraíram a doença de forma mais severa.

As lesões na retina podem sinalizar problemas mais graves, como trombose, por exemplo, que são típicos de doenças inflamatórias infecciosas e que podem ser causadas pelo coronavírus. Porém, ainda não se sabe exatamente como ocorre o desenvolvimento desses problemas, conforme explica o médico oftalmologista especialista em retina e professor de Oftalmologia no curso de Medicina da Universidade Positivo, Carlos Moreira Neto. “Não é possível sabermos se as lesões são causadas pelo coronavírus ou pela reação inflamatória que o vírus ocasiona, no entanto, o principal sintoma é a perda de visão, normalmente de forma súbita. Por isso, os sintomas devem ser avaliados com urgência, para que tenhamos o diagnóstico correto”, alerta.

O professor também chama atenção para outro problema ocular causado pela Covid-19, mas que não tem ligação com as lesões na retina. “É importante saber que o coronavírus pode causar conjuntivite e a lágrima torna-se um meio de transmissão, mas é preciso saber diferenciar esses dois problemas – a conjuntivite pode ser uma manifestação da doença, e as lesões na retina são consequências dela – e podem causar alterações visuais, inclusive a perda da visão, o que é muito mais complexo”, explica.

Informações e imagens: Divulgação/Universidade Positivo

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