Clube da Robótica incentiva interesse de meninas por ciência e tecnologia

 Clube da Robótica incentiva interesse de meninas por ciência e tecnologia

Além dos benefícios pessoais, a participação feminina dos cursos e desafios das novas tecnologias traz um novo olhar

Das assessorias

Você sabia que os primeiros feitos da tecnologia se devem às mulheres? Isso mesmo. Foram elas que começaram esse movimento que move tudo ao redor. Apesar de hoje o mundo contar com poucas representantes no setor, elas já fizeram história. “Acho super incrível ter a participação das mulheres na história. Saber como elas revolucionaram muitas coisas”, exulta a professora de programação e acadêmica de física da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Meiryhelen Prado, citando nomes como o da primeira programadora Ada Lovelace, da atriz de Hollywood que deu início ao sinal do wi fi Hedy Lamarr, da famosa Marie Curie com seus dois nobeis, e da esposa de Einstein, Mileva Maric, que fazia os cálculos para ele… “Era uma época que mulheres não podiam ter essa aptidão e ir estudar, muitas usavam até pseudônimos masculinos, como as autoras irmãs Bronte”, dispara.

Diferente de antigamente, hoje os nomes mais conhecidos na área da Tecnologia são masculinos. “Percebemos que o interesse feminino pela área da tecnologia e robótica vem diminuindo, e queremos incentivar essa participação”, esclarece o CEO do Clube da Robótica, Evandro Kafka. “Vejo o Clube como um caminho mais rápido para o conhecimento e o futuro das pequenas grandes cientistas makers”, acredita a professora.

Para isso, o Clube oferece aulas para que as meninas possam se interessar desde cedo pela programação. “Quando elas iniciam com a robótica e a programação, o interesse logo vem”, garante o CEO. “Infelizmente, ainda não há uma grande participação das meninas, mas toda vez que dou aula para uma delas, fico em êxtase”, relata a professora. A pequena Lorena (5 anos) demonstrou interesse após o irmão Vitor começar no curso, e logo se encaixou. O desejo dela é saber como foram construídos todos aqueles brinquedos da Disney. “Eu já sei fazer alguns jogos, mas quero fazer robôs também”, fala.

O Clube já conta com algumas meninas como alunas ou como ‘clientes da RobotBox’, mas ainda há a predominância de meninos. “Acredito que precisamos de maior participação de meninas. Assim geramos cada vez mais o interesse entre elas”, diz a mãe Cristina Yukari Nagano Yabuta.  

Para Cristina a pequena participação das meninas em ambientes “mais tecnológicos” se deve justamente ao “excesso” do público masculino. “Muitas vezes elas se sentem intimidadas por estarem em um grupo grande de meninos”, avalia.

Os benefícios da programação e da robótica no dia a dia da Lorena a mãe percebeu logo de cara. “Acho que o maior benefício foi o estímulo ao raciocínio lógico, buscar soluções aos problemas e principalmente a criatividade”, elencou. 

RobotBox

Além das aulas, o Clube incentiva a ciência por meio de sua RobotBox. “Quando uma garota ganha uma Robotbox, penso que está ganhando também um pouco de motivação para que ela se sinta cada mais capaz de fazer o que quiser”, avalia Meirihelen.

Foi assim com a Gabriela Carvalho Yoshikawa, de 10 anos, que teve a “semente da robótica” plantada ao montar uma luneta. “Montar os kits do Clube da Robótica despertou nela o interesse pela ciência”, garante a mãe Sandra.

Após a montagem da RobotBox, Gabriela já pediu para participar das aulas “para entender e se aprofundar melhor na Robótica”. “Ficamos muito felizes ao perceber que ela melhorou na concentração (o que ajudou muito na escola) e a tornou mais curiosa. Hoje ela é mais questionadora”, exulta a mãe.

Além dos benefícios pessoais, a participação feminina dos cursos e desafios das novas tecnologias traz um novo olhar. “Acredito que a participação de meninas traz outras perspectivas à aula, novos problemas enxergados por elas. Mais meninas trariam mais companheirismo, além da sororidade”, finaliza Cristina.

Informações e imagens: Divulgação/Clube da Robótica

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