Associação Médica é contrária à criação do Revalida Paraná

 Associação Médica é contrária à criação do Revalida Paraná

Votação em regime de urgência foi rejeitada pelos deputados na Assembleia Legislativa; projeto quer liberar avaliação para faculdades estaduais

Das assessorias

A Associação Médica de Ponta Grossa considerou positiva a não votação em regime de urgência do projeto de lei 341/2020, o chamado Revalida Paraná. O autor, o deputado Emerson Bacil (PSL), fez o pedido na sessão de segunda-feira, dia 15. Contudo, o requerimento foi votado pelos deputados, mas rejeitado com 29 votos contrários, 14 a favor e uma abstenção. O projeto agora será encaminhado para comissão da Saúde, presidida pelo deputado e médico, Dr. Batista (DEM).

“É preciso que sejamos responsáveis quanto à qualidade dos médicos que atuam em nosso país. É preciso garantir a qualidade da assistência à saúde prestadas aos brasileiros. A Medicina não pode ser precarizada, sob pena de termos de pagar um preço altíssimo, com a nossa própria saúde”, ressalta o presidente da Associação Médica de Ponta Grossa, Francisco Pereira de Barros Neto.

Barros destaca que já existe o Revalida, legalmente definido, e que ele deve ser o processo único para o acesso de portadores de diplomas de Medicina obtidos no exterior poderem exercer a profissão legalmente no Brasil. Nerlan Carvalho, presidente da Associação Médica do Paraná, também acompanha essa discussão e reforça: “o projeto permite que as faculdades estaduais realizem a prova do Revalida, argumentando a falta deste exame. Ocorre que o Revalida realizado pelas universidades federais ocorreu em 6 de dezembro de 2020, com a participação de mais de 14 mil inscritos, e será realizado a cada seis meses em nível federal”.

COBRANÇA PERMANENTE

Em 2020, A Associação Médica de Ponta Grossa (AMPG) já cobrou o posicionamento de todos os deputados, que tiveram voto em Ponta Grossa, sobre a flexibilização do Revalida, com a criação do chamado Revalida Paraná. “A criação de um exame em âmbito estadual precisa ser estudada a fundo, com muita transparência, de modo a não haver prejuízo a nenhuma das partes”, finaliza o presidente da Associação Médica de Ponta Grossa, Francisco Barros Neto.

Informações e imagens: Divulgação/AMPG

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