Após Covid-19 e múltiplos AVCs, família faz campanha de doação de sangue

 Após Covid-19 e múltiplos AVCs, família faz campanha de doação de sangue

Mario Augusto Bornmann pegou a doença em janeiro e sofreu muitas sequelas; ao todo foram três internamentos, múltiplos AVCs, meningite, sepse bacteriana e endocardite

Por Cícero Goytacaz

A família de Mário Augusto Bornmann, paciente recuperado da Covid-19 em Ponta Grossa, promove através de suas redes sociais uma campanha em prol da doação de sangue. Esse incentivo à solidariedade é uma forma de demonstrar gratidão pela cura de Mário, que sofreu sérias sequelas da doença e foi muito ajudado pela ação de doadores.

Alecson Bornmann, filho de Mário, conta que toda a família contraiu a Covid-19 no começo deste ano. “Foi no início de janeiro, dia 10 mais ou menos. A mãe ficou ruim, mas melhorou e tive sintomas leves. O pai não respondeu bem ao tratamento do pulmão e teve mais de 50% de comprometimento”, relata. Ele conta também que todos os problemas que seu pai vem enfrentando desde então foram decorrentes da contaminação pelo coronavírus. “Ao todo foram três internamentos, múltiplos AVCs, meningite, sepse bacteriana e endocardite, tudo após a Covid-19”, detalha.

A endocardite é uma grave infecção que acomete o coração. Devido à gravidade, Mário precisou passar por uma cirurgia no sistema cardiovascular. Segundo Rita de Cássia Bornmann, esposa de Mário e mãe de Alecson, a cirurgia ocorrida nessa semana foi um sucesso e o marido se recupera bem. “Ele precisou trocar a válvula do coração, está se recuperando no hospital e reagindo bem à cirurgia cardíaca. Se Deus quiser nos próximos dias ele sai da UTI”, conta Rita que, segundo Alecson, “é ela quem passa mais tempo no hospital do que em casa”, acompanhando Mário durante todo o tratamento.

“O hospital disse que precisaria de 12 bolsas de sangue e que quem pudesse ir doar para repor no Hemepar seria de grande valia”, complementa Alecson, sobre a campanha de doação de sangue. “A gente agradece a todos que foram doar sangue e pede para que sempre doem, porque tem muita gente precisando e é muito importante. Vocês não sabem a gratidão que nós temos!”, completa Rita.

Imagens: Reprodução/Arquivo pessoal

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