
Merenda escolar em BH: alunos ajudam a reformular o cardápio
Projeto ouviu a comunidade de 118 escolas e levou preferências dos estudantes à escolha das refeições.
Alunos da rede municipal de Belo Horizonte participaram da reformulação do cardápio da merenda escolar por meio do projeto Nossa Voz no Prato. A iniciativa envolveu 118 escolas e ouviu também familiares, professores, nutricionistas e cantineiras, segundo reportagem publicada pela Itatiaia em 20 de outubro de 2026.
O projeto é conduzido pelas secretarias municipais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Educação. A proposta é aproximar as refeições das preferências dos estudantes sem deixar de atender às diretrizes nutricionais dos programas nacional e municipal de alimentação escolar.
O que mudou no cardápio da merenda escolar?
Preparações com menor aceitação foram adaptadas ou substituídas na rotina das escolas. Entre elas estavam leite saborizado, ovos cozidos com molho, mingaus de fubá e de aveia e cremosinho, de acordo com a Itatiaia.
Na Escola Municipal Sebastião Guilherme de Oliveira, no Barreiro, alunos passaram a receber opções como pão à bolonhesa e delícia tropical de frutas. O projeto levou as sugestões dos estudantes para a definição do que é servido.
Quais pratos os alunos preferem?
As preferências variam entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. A canjiquinha teve a maior aceitação entre as crianças da Educação Infantil, enquanto os ovos mexidos lideraram no Ensino Fundamental, segundo os dados publicados pela Itatiaia.
Aceitação de preparações da merenda escolar em Belo Horizonte
| Preparação | Educação Infantil | Ensino Fundamental |
|---|---|---|
| Canjiquinha | 98,3% | 60,3% |
| Ovos mexidos | 77,6% | 82,8% |
| Salada de frutas | 55,2% | 63,8% |
| Feijão enriquecido | 51,7% | 50% |
Sopas e caldos também tiveram alta aceitação na Educação Infantil, com 96,6%. No Ensino Fundamental, a polenta com carne moída apareceu entre os pratos citados, com 36,2%.
Como funciona a merenda nas escolas municipais de BH?
Os cardápios são elaborados por nutricionistas e priorizam alimentos in natura e minimamente processados, conforme a Itatiaia. A escolha considera a época de produção dos ingredientes, os hábitos regionais e as restrições alimentares dos estudantes.
Pelo Programa Municipal de Alimentação Escolar, a quantidade de refeições depende do tempo que o aluno permanece na escola. A oferta pode chegar a cinco refeições diárias.
Quem é atendido pelo programa municipal?
O programa atende estudantes da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos da rede municipal. Segundo a reportagem, os cardápios também levam em conta condições como diabetes, doença celíaca e alergias alimentares.
Quanto da verba federal vai para a agricultura familiar?
Segundo a Itatiaia, no mínimo 45% dos recursos federais do programa de alimentação escolar são destinados à compra direta de produtos da agricultura familiar. Essa regra integra a aquisição dos alimentos usados nas refeições das escolas.
Foto de capa: copagov/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
