
Envelhecimento do eleitorado: coluna propõe debate sobre o voto dos jovens
Articulista defende mais peso político para famílias com crianças e esclarece que não propõe proibir idosos de votar.
Em coluna publicada no Estadão em 19 de outubro de 2026, um professor de economia do IDP defendeu discutir formas de dar mais peso político a famílias com crianças diante do envelhecimento do eleitorado brasileiro. Seu argumento é que as decisões tomadas agora afetarão os jovens por mais tempo, enquanto os mais velhos já têm maior influência política.
O articulista esclareceu que a sugestão de proibir idosos de votar era irônica, assim como rejeitou a ideia de impedir o voto feminino. A coluna não apresenta uma mudança nas regras eleitorais: reúne possibilidades para debate, como o voto dos pais em nome dos filhos e a ampliação da participação dos jovens.
O que é o envelhecimento da população
O envelhecimento populacional é o aumento da participação de pessoas mais velhas na população, acompanhado da elevação da idade média. Segundo o material de referência sobre o tema, o processo está ligado à queda das taxas de fertilidade e ao aumento da expectativa de vida.
Esse fenômeno não informa, por si só, quantos eleitores de cada idade existem no Brasil. A coluna discute suas possíveis consequências políticas, mas não apresenta dados sobre a composição etária do eleitorado.
Como o envelhecimento afeta o eleitorado
Para o articulista, o envelhecimento pode ampliar a distância entre quem participa das decisões pelo voto e quem conviverá por mais tempo com seus efeitos. Ele argumenta que famílias com crianças deveriam ter mais força política, especialmente no debate sobre pobreza infantil e Previdência.
Entre as ideias mencionadas estão permitir que pais votem pelos filhos ou tenham um voto adicional. O próprio autor considera essas alternativas difíceis de conciliar com o constitucionalismo brasileiro e não afirma que alguma delas esteja em tramitação.
O que os dados dizem sobre a pobreza infantil
A coluna usa a diferença entre pobreza infantil e pobreza entre idosos para sustentar o debate. De acordo com dados do Banco Mundial citados pelo articulista, a taxa de pobreza infantil no Brasil é 7 vezes a dos idosos; no dado da OCDE mencionado no mesmo texto, a relação é de 12 para 1.
Relações de taxas citadas pelo articulista com base em dados da OCDE
- 12 para 1Brasil
- 1,5Espanha
- 0,9Alemanha
- 0,24Coreia do Sul
O autor não explica, na coluna, por que as duas fontes apresentam relações diferentes. Pelo dado da OCDE que ele cita, a relação seria de 1,5 na Espanha, 0,9 na Alemanha e 0,24 na Coreia do Sul.
Há proposta para mudar a idade do voto?
A coluna levanta possibilidades, mas não relata uma proposta formal de mudança. O articulista questiona se o voto poderia ser facultativo aos 14 anos e obrigatório aos 16 anos, além de discutir a influência política dos eleitores mais velhos.
Essas idades aparecem como hipóteses do autor, não como regras aprovadas. Ele também deixa em aberto qual seria a melhor forma de aumentar a participação política dos jovens e das famílias com crianças.
Foto de capa: Rafael Rabello de Barros/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
